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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Melhores Álbuns de 2013

Final de ano. Hora de fazer os balanços pessoais, ponderações e reflexões. 

E para os amantes de música, isso se estende para elegermos nossas listas, aquelas feitas com os nomes favoritos de escolha pessoal durante o ano que passou. Entretanto, isso é uma decisão difícil, e aqui no Indie Shoe, não foi diferente. Foram escolhidos 25 discos que foram lançados em 2013 e que duelaram na unha, no tapa, cada uam das posições. Muitos ficaram de fora; muitos justamente e outros injustamente. Mas como a vida é feita de escolhas e de cortes na própria carne, esses foram os eleitos, e agora serão apresentados em ordem crescente de posição, sendo o último da lista abaixo o ganhador dos louros. 

#25

AUDAC - AUDAC


Os curitibanos do AUDAC estrearam com seu primeiro disco de longa duração em 2013 e já fizeram muitos voltarem a atenção para seu som. Se já com os singles, que misturavam Post-Punk e Electropop, a banda já dava um apaeritivo de sua qualidade, com o disco homônimo isso foi comprovado.












#24

The History of Apple Pie - Out Of View

De uns tempos para cá, novas bandas vêm repaginando o estilo Shoegaze e seus derivados. Entre elas, temos o The Histoy of Apple Pie que estreou com seu primeiro disco neste ano. A banda traz os tradicionais Fuzz e Reverb, de suas influências do estilo que olha para o próprio pé, com doses cavalares de açúcar. O resultado é um som bem melódico e meloso, mas que vai agradar muitos fãs de um ruído mais fofo. 











#23

Chelsea Wolfe - Pain is Beauty

Eis que Chelsea Wolf está pelo segundo ano seguido na lsita de melhores do ano por aqui. Se ano passado a moça chegou aos selecionáveis com Unknown Rooms: A Collection of Acoustic Songs - seu disco de acústicos -, agora é com um disco híbrido, que oscila entre sua sonoridade antiga - plugada - mas com o sentimento desplugado do ultimo trabalho. Sombrio, amargo, lírico, tocante e cinza, mas repleto de emoção, Pain is Beauty é indicado para os fãs de sons depressivamente bonitos. 









#22

The Sorry Shop - Mnemonic Syncretism

Se o The History of Apple Pie é um representante da nova roupagem do Shoegaze, os gaúchos da The Sorry Shop são os representante da raiz do estilo. Seu segundo disco, Mnemonic Syncretism, produzido de maneira independente, é composto de faixas que farão fãs de My Bloody Valetine, Lush, Slowdive e companhia se sentirem em casa. Boas camadas etéreas de guitarras com vocais sussurados dão um clima sublime mas cheio de ruídos ao mesmo tempo. Uma obra digna de quem entende do que faz.










#21

Vanguart - Muito Mais Que o Amor

Ano passado, o Vanguart nos presenteou com Boa Parte de Mim Vai Embora, um belo disco carregado de sentimentos de pós-trauma de relacionamentos. Este ano, com Muito Mais Que o Amor, a banda usa uma temática mais otimista, com cara de volta por cima dos problemas tematizados do disco anterior. Com letras mais esperançosas, e que demonstram que a "personagem" encontrou um novo caminho amoroso em sua vida, o álbum faz o ouvinte deixar as lágrimas de lado e abrir um leve sorriso de canto de boca.










#20

Beach Fossils - Clash The Truth

O terceiro disco do grupo gerou bastante entusiamo dos fãs até seu lançamento. Após sua chegada aos nossos ouvidos no início deste ano, muitos já davam como um dos discos do ano. Sabendo fazer músicas que misturam bem o Pop - com refrões de fácil absorção, como na faixa título - e o som mais sóbrio - principalmente nas excelentes linhas de baixo, um destaque do disco - , a banda nos trouxe uma obra que se apresentou a mais madura de sua carreira.











#19

CocoRosie - Tales of a Grass Widow

Que o som do CocoRosie é freak todos concordam. Porém alguns o enxerga mal, e o outros bem. Suas experimentações com instrumentos foras do comum, como harpas, percussões alternativas e instrumentos infantis são bem utilizados e geram com as vozes das irmãs uma áurea delicada e poética estranha, torta, mas bela. No novo trabalho, que é composto por duas das que podem ser consideradas uma das melhores da banda - After te Aterlife e Gravediggers - a banda reapresenta sua cara estranha e que encanta a tantos. 









#18

Touhcé Amore - Is Survived By

A vertente raiz do Post-Hardcore e do Emocore tem com a banda californiana seu representante entre um dos melhores discos do ano. Com as gritarias e expressões emocionais apegadas ao tradicionalismo do estilo, ou seja, da maneira mais fiel ao que deve ser, Touché Amore nos presenteia com um disco para expressar as amarguras da vida com boas letras e um instrumental pesado, que fará os fãs dos estilos citados se sentirem de volta para os anos 90, os áureos tempos das gritarias originais. 









#17

Mazzy Star - Seasons Of Your Day

Quando uma referência, mesmo que para um nicho musical, retorna após 17 anos sem material inédito, ele merece nossa atenção. Desde 1996 que o Mazzy Star, ícone do Dream Pop, não trazia um novo disco. Para nossa felicidade, a banda manteve sua característica recheada de psicodelia pop e etérea com as novas faixas. Feito isso, resgatando um som já condecorado, não há como não listá-lo como um dos destaques do ano. 











#16

Yo La Tengo - Fade

Lançado nos primeiros minutos de 2013, Fade logo se tornou um dos nomes reservado nas listas mesmo com o ano inteiro pela frente. E não é pra menos, vindo de cabeças que formam a lendária Yo La Tengo a qualidade só podia ser a esperada, um álbum que mistura faixas que beiram o lúdico e o divertido e outras mais sérias mas que soam com a maior naturalidade. Eles voltaram, e voltaram com uma obra que não deixa a desejar para seus traalhos anteriores. 








#15

Vespas Mandarinas - Animal Nacional

Fazia tempo que não se ouvia um Rock/Pop (nessa ordem) nacional tão bem construído, tanto em letra quanto em melodia. Os paulistas das Vespas Mandarinas estrearam em 2013 com Animal Nacional e em pouco tempo já viraram uma das bandas mais comentadas e tocadas em rádio. O sucesso foi merecido. Música que trabalham poesia urbana e pessoal, temas sociais com a dosagem certa do teor político sem soar extremista, e riffs com a cara do bom e velho rock nacional dos anos 80. Um disco para se cantar junto do começo ao fim a plenos pulmões.










#14

Sebadoh - Defend Youself

Sim, o Sebadoh fez mais um disco que se assemelha a tudo o que eles sempre fizeram. Só que isso é muito bom. Lou Barlow, um dos pilares do Dinosaur Jr., junto com seus companheiros de banda "paralela" voltaram com mais músicas com aquele som noventista que poucas bandas ainda resgatam, e isso faz de Defend Yourself mais uma jóia a se ter consigo. Ainda mais quando se é um nostálgico dessa época. 









#13

Superchunk - I Hate Music

Contemporâneos do Sebadoh, o Superchunk recebe as memas críticas que foram feitas acima. Em mais um álbum que resgata o que é tido como o "tradicional Indie Rock estadunidense ", I Hate Music é bom do início ao fim e traz faixas em que a melodia e intensidade conversam de maneira amigável e dosadas. 













#12

The National - Trouble Will Find Me

O Pot-Punk foi bem representado com o revival feito por Matt Berninger e sua banda. Trouble Will Find Me e sua solidez ganharam boas críticas após seu aguardado lançamento, principalmente pela boa base de fãs que o The National possui. No geral, nada mudou além do que já se ouvia antes com a banda novaiorquina, mas isso não foi de maneira algum um empecilho ou algo negativo. 









#11

Rhye - Woman


Dois mil e treze foi um ano muito bom para o R&B, e a dupla Rhye entra como um dos principais nomes do estilo no ano. Com um aparitivo dado com o EP The Fall, do final de 2012, a expectativa para o disco de estreia era grade. O duo trouxe em Woman o clima sensual e envolvente que tínhamos observado nos singles e cativou muitos ouvidos, que pareciam estar sendo getilmente sussurrados.






#10

Queens of the Stone Age - ...Like Clockwork



Uma coisa que se nota na discografia do Queens of the Stone Ages é como cada disco possui um cara, uma direção tomada. O QOTSA já teve sua fase Stoner, com quase um uso de tacape para tocar as baterias, outra fase com um "quê" garageiro e sujo, e agora com uma cara mais sombria e misteriosa. Além disso, ...Like Clockwork é praticamente um hub de grandes nomes da música. Nele temos, além dos membros do QOTSA, Dave Ghrol de volta às baterias, Alex Turner emprestando sua voz e mãos para as guitarras em duas faixas (mesmo que timidamente em ambas) e Sir Elthon John com voz e piano dando um ar de maestria e honra para a banda e os ouvintes. Uma das obras mais bem elaboradas no quesito letras e melodia pela banda, ...Like Clockwork foi um marco interessante na carreira da banda, que experimentou e acertou.





#09

The Haxan Cloak - Excavation


Perturbador, fúnebre, entorpecente, angustiante, asssutador e sombrio. É de Bobby Krlic, o nome por traz de The Haxan Cloak, um dos discos mais pesados e densos do ano. De audição não muito simples, e para não muitos ouvidos, Excavation é um pérola negra em meio aos lançamentos desse ano carregada de um áurea fria e ao mesmo tempo bonita. Praticamente um filme de terror em forma de música, o disco encanta pela sua tônica devidamente levada para o lado do assustador e sem por menores, como costuma ocorrer com artistas do gênero que buscam tornar o seu som mais amigável. Eis uma obra que mostra a beleza da mais profunda obscuridade, que aqui, é tratada sem muita amenidade. 




#08

Tim Hecker - Virgins


O novo disco do produtor musical canadense Tim Hecker além de ter uma das capas mais bonitas do ano, é uma das obras que neste ano melhor soube tratar do conceito - de interpretação subjetiva - que é o experimentalismo. Pautando-se na Ambient Music e no Drone, Hecker compôs 12 faixas sombrias e obscuras de uma forma quadrada, as que formam Virgins. Em comparação com o que ouvimos em The Haxan Cloak, aqui temos sim uma maneira mais branda do soturno, entretanto se deve as diferentes propostas. Tim é um artista de música eletrônica experimental com seus pés no Drone, e isso faz Virgins soar mais brandamente escuro, mas igualmente bonito e igualmente entorpecente. 





#07

Grouper - The Man Who Died In His Boat



Em 2013, Liz Harris nos presentou com o que podemos considerar o disco mais belo de sua carreira. The Man Who Died In Hi Boat é o melhor exemplar do que Harris nos proporcionou até hoje fazendo o que sabe de melhor: nos hipnotizar com sua delicadeza cinzenta. Híbrido, entre o amargo e o sublime, o novo disco de Grouper é uma viagem para se fazer de corpo e alma através dos fones onde mergulhamos em algo que oscila entre a tristeza e beleza da simplicidade.



#06

Jannele Monáe - The Electric Lady


Vista uma roupa preta e branca, coloque o sapato de dança e vá pro salão. Se o ano de 2013 foi um ótimo ano para o R&B, como dito anteriormente, The Electric Lady, de Janelle Monáe, é mais um ótimo exemplo disso. Em um álbum conceito, onde a história ganha narrações ao estilo programa de rádio e possui interlúdios e suites usadas como subdivisões do disco - o que dá um charme a mais à obra - participações com Solange, Miguel, Erykah Badu e Prince são a cereja do bolo para um disco cheio de swing do começo ao fim. Uma boa trilha sonora para dançar de maneira elegante, seja com os pés no chão, ou se remexendo no lugar. Contagiante!




#05

Justin Timberlake - The 20/20 Experience


Confesso que antes de fechar a lista fiquei penando se realmente este disco entraria numa posição tão alta. Porém, como visto, achei sim que merecia. Apesar de errar um pouco na longa duração de boa parte das faixas, Justin Timberlake trouxe um disco Pop que namora o R&B de uma maneira fina, o que faz de The 20/20 Experience (primeira parte, pois a segunda é bem abaixo em qualidade) aquela dose Pop que e é necessária para nós, mas sem ser o dançante fútil e vazio. Com bons singles e um clima envolvente e refinado de início ao fim, o disco mostra um amadurecimento de JT, com uma nova roupagem - figuralmente e literalmente.



#04

My Bloody Valentine - m b v


O mesmo momento de reflexão, quanto à posição merecida, aconteceu aqui com m b v. Entretanto, notei que estava penando com uma cabeça comparativa entre as demais obras do My Bloody Valentine, e isso rebaixava o atual disco para os anteriores Isn't Anything e a obra prima Loveless. Porém, m b v ainda se mantinha sendo uma obra lapidada (e cozinhada em um banho maria de 22 anos) por Kevin Sheilds e companhia, e isso bastava para se mostrar superior à grande parte dos álbuns lançados no ano de 2013. Resultado, quarta posição para mais uma boa, mas não genial, obra dos irlandeses e dinossauros do Shoegaze. 

#03

Savages - Silence Yourself




Visceral. Eis um bom adjetivo para o disco de estreia das garotas londrinas do Savages. Misturando um Post-Punk carregado nas linhas de baixo e um vocal que se assemelha, e muito, ao de Siouxsie Sioux o resultado é uma sonoridade que fisga e te ata, te fazendo refém de suas notas. Com hits que vão desde um ar blasé à uma energia quase violenta - no sentido bom da palavra- a banda explora bem as vertentes dos estilos oitentistas e com isso conquistou críticas e os curadores de diversos festivais ao redor do mundo. 




#02

CHVRCHES - The Bones Of What You Believe


Cada vez nota-se um mais do mesmo, uma mesmice sem sal nas banda de Electropop/Synthpop. Bases sempre parecidas e pouca inovação em estrutura são comumente vistas, o que acaba tornando os discos internamente iguais, e em comparativos com os demais acontecendo o mesmo. Felizmente, o trio de Glasgow, CHVRCHES, fugiu disso. Apresentando um álbum que trabalha um Electropop menos engessado e paradigmático, a banda ainda dosa corretamente o toque Pop que faz da obra "doce" na medida certa. Se com o EP lançado no ano passado os singles já figuravam como hits, no disco de estreia estes mesmos voltam e são adicionados de mais faixas, sendo algumas de tão boa qualidade e potencial de hit. Ao final, temos um disco formado por cinco ou seis faixas hits - uma mérito nem um pouco fácil de se obter - e tudo isso sem enjoar o ouvinte, o que resulta numa audição prazerosa e convidativa para o repeat. 


#01

Tyler, the Creator - Wolf


Tyler, the Creator veio aos poucos solidificando sua carreira e acumulando elogios. Eis que em seu terceiro disco, Wolf, o rapper, usou muito bem seu lado de produtor e fez um dos discos mais bem produzidos do ano, o que foi um ponto a mais para levá-lo ao topo desta lista. O disco conta a história de Tyler e seus alter egos, Wolf e Sam, cada um com sua personalidade e que são personagens narradores durantes as faixas. Passando desde temas pessoais e sentimentais até a famosa temática gangsta de rua típica dos anos 90 nos Estados Unidos, Tyler consegue interligar as músicas de uma maneira que se faz como um mural de sua ambientação, passando desde problemas internos quanto com o que acontece em sua volta. Forte em sentimentos, em expressão e interpretação do rapper, Wolf pode ser tido como o melhor trabalho do ex-membro da OFWGKTA, e modestamente, ganha o prêmio de melhor disco do ano de 2013 aqui pelo Indie Shoe. 


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Melhores Álbuns de 2012


    A lista de final de ano mais aguardada por todos nós nos blogs e portais de música é sempre a de Melhores Álbuns. É nela que vamos procurar nossos artistas favoritos e ver se eles ficaram com uma boa colocação entre os enumerados pelo(s) redator(es) da lista. Vê-los figurados entre os melhores na opinião de outros nos passa uma sensação boa, de que fomos condecorados, juntamente com a banda. 

    Entretanto, não é sempre que temos essa felicidade. Muitas vezes ocorre de acharmos uma banda que não gostamos na frente da nossa preferida, ou até mesmo, essa última nem estar presente. Sem falar em nomes que nunca ouvimos falar aparecerem ali diante de nós com uma segunda ou primeira colocação, por exemplo. 

    Listas são difíceis de fazer e difíceis de se deglutir. Difícil de fazer pois sabemos que ordenar uma quantidade de discos em ordem de "qualidade" é algo subjetivo e vai muito de gosto pessoal, e temos de fazer ao máximo pra que isso seja neutralizado. Difícil de deglutir pois sabemos que vamos discordar de muitos discos ali presentes, a até ficarmos irritados com os produtores da lista. 

    O importante é que as listas, principalmente de Melhores Álbuns, está ali para passar o que na opinião de um /uns foi merecedor de destaque. Aquelas obras onde foram passadas músicas que tem algo a lhe acrescentar, que independente de 25ª ou 1ª posição vale reservar o seu tempo para ouvir um pouco. E é isso, a experimentação de sons principalmente desconhecidos, que faz da música encantadora e viciante. 

Espero que gostem da lista. 

#25

Friends - Manifest!

 

















    A banda novaiorquina Friends chegou como uma das apostas do mundo mais "hype" com seu Indie Pop em meio a batidas ritmadas. O vocal feminino de Samantha já ganhava o público com o single I'm His Girl em 2011 e fazia a curiosidade em saber como seria o disco de estreia da banda. Assim que veio cumpriu as expectativas trazendo mais faixas na mesma levada jovem e levemente dançante. 

Friend Crush by Friends on Grooveshark


#24

Phillip Long - Dancing With Fire (A Folk Opera)














Phillip Long é uma verdadeira máquina de composições. Foram quatro discos lançados este ano, e mesmo com a produção dinâmica, os discos sempre vieram com ótima qualidade. Dancing With Fire (A Folk Opera) como diz no nome é um ópera Folk, fazendo assim do álbum um disco conceito nos contando uma história ao passar de suas faixas. Embalado pelas belas composições Folk de Long, o álbum ganha o nossos ouvidos com a temática de narrativa e se faz uma obra diferente, positivamente, na discografia de Phillip.

Forsaken By Love by Phillip Long on Grooveshark


#23

2:54 - 2:54















    Irmãos costumam se entender e ter uma boa sintonia. É exatamente o que vemos com as irmãs Collete e Hannah, os nomes por traz do 2:54. Mesmo este sendo o disco de estreia, já vemos boas qualidades que o fazem figurar na lista de álbuns do ano. Com a dose certeza entre a leveza e o peso na atmosfera da música criadas com os elementos instrumentais e com os vocais, o disco consegue encantar com sua "força sublime" beirando um Shoegaze e um Dream Pop mais denso.

Scarlet by 2:54 on Grooveshark


#22

Cloud Nothings - Attack on Memory




















    O terceiro disco do quarteto continua trazendo seu Indie Rock "sujinho". A produção do disco feita por Steve Albini, que produziu Pixies e Nirvana, ajudou ao grupo a tomar uma forma melhor na sua sonoridade e trouxe um clima Lo-Fi interessante. A influência de Albini foi fundamental, mas claro que devemos guardar qualquer comparação maior com as bandas históricas citadas. Contudo, Attack on Memory se mostrou um disco mais maduro do Cloud Nothings trazendo boas faixas como Fall In, que ficou na nossa lista de Melhores Faixas.

Cut You by Cloud Nothings on Grooveshark


#21

Kendrick Lamar - good kid, m.A.A.d city














    Com a tutoria de Jay-Z, Kendrick Lamar traz em seu novo álbum o que podemos ver como a essência do Hip-Hop, a expressão dos sentimentos de opressão e de preconceito sofrido para fora através da música densa e carregada. Sem utilizar de elementos pop e comercial, Lamar, mesmo que hora ou outra usando temática de leve rebeldia, soube beber da fonte do estilo e passou em seu novo trabalho um resgate ao clássico do Hip-Hop. 

The Art of Peer Pressure by Kendrick Lamar on Grooveshark


#20

Howler - America Give Up














    Tido como aposta para 2012 por muitas revistas e blogs pelo mundo todo, os rapazes do Howler souberam contornar comparações e rótulos e se mostraram centrados em apresentar seu som. Com um disco trazendo  o single Told You Once, que os fizeram ganhar atenções em 2011, o grupo trouxe faixas que souberam ganhar o público misturando na maioria delas Indie Rock com Surf Music e fugindo do Pop que poderiam figurá-los como queridinhos das revistas por serem mais um grupo de jovens com um vocalista blasé e que faria sucesso com as meninas. Acima do disco, o Howler merece estar nesta lista por esse motivo, mostrar que fazer o seu som é o mais importante, sendo acima de figura pop ou de aparências. 

O Terno - 66














    Misturando o som sessentista psicodélico de Clapton/Cream com um "jovenguardismo" e toques modernos e bem humorados nas letras, o trio paulistano d'O Terno apresenta em 66 músicas muitos bem executadas, principalmente na guitarra, junto com doses de humor que fazem o grupo ganhar ainda mais a simpatia do público. A banda soube se utilizar muito bem de um revival para apresentar um som que se baseia no antigo, mas que não o repete, e sim, o traz com uma forma atual e soando como uma nova onde sessentista. 

66 by O Terno on Grooveshark


#18

The Walkmen - Heaven















    Pautando-se mais numa sonoridade mais melodiosa, o The Walkmen, passa em Heaven, seu sétimo disco de estúdio, uma atmosfera mais calma e íntima com o ouvinte. O disco é muito belo e passa uma sensação de reunião em família digna das mais idealizadas. A experiência se completa com a instrumental Jerry's Jr. Tune que conseguem se nenhuma palavra passar toda a aura que Heaven passa pra o público.

Heaven by The Walkmen on Grooveshark


#17

Phillip Long - Caiçara














    Sim, mais um disco de Phillip Long. Em Caiçara, Phillip provavelmente alcançou o ponto máximo no ano em questão de composições. Letras belas como em Green House, ao dizer "Happy is the man who has a home/A place to warm his feet/His frozen bones/Lucky is the man who has a good woman/Coffee black, good friends, dogs and cats". O músico tratia nesse seu segundo disco a presença de instrumentos elétricos, dando uma cara Folk Rock para seu som, o que só veio a nos trazer mais uma maneira de apreciar suas músicas. 

Lion Heart by Phillip Long on Grooveshark


#16

Vivendo do Ócio - O Pensamento é um Ímã





















   Se o primeiro disco dos baiano da Vivendo do Ócio já nos mostrava um Rock digno de se orgulhar da produção nacional, O Pensamento é um Ímã veio para confirmar e com status mais grandioso. O segundo álbum a banda traz músicas mais maduras tanto em som quanto em temática. Destaque para as ótimas Radioativiade (feita em co-autoria com Thadeu Meneghini, ex-Banzé e atual Vespas Mandarinas) e Silas, sendo a primeira umas das melhores letras do ano e segunda um dos melhores riffs de guitarra do ano. Se existe lista para isso, não sei, mas se tiver, pode colocá-las lá. 

Silas by Vivendo do Ócio on Grooveshark


#15

Gary Clark Jr.



















    Ainda em seu primeiro disco de estúdio Gary Clark Jr. apresenta uma mistura interessante de R&B e Blues Rock sabendo combinar vocais e guitarra tanto tecnicamente como também com alma. Convidado para abrir os shows da turnê sulamericana da lenda Eric Clapton, também foi chamado para tocar junto com o mestre na última música de seu setlist do show paulistano. Aval mais do que necessário para seu lugar nessa lita. 

Ain't Messin 'Round by Gary Clark Jr. on Grooveshark


#14

Wild Nothing - Nocturne














    Em 2010 Gemini já nos mostrava o que o Wild Nothing teria para nós: um som sonhador cheio de camadas e elementos Pop. Gemini foi um disco belo, entretanto o amadurecimento da banda trouxe-nos em seu segundo disco, Nocturne, um trabalho ainda melhor. Mais trabalhado, sabendo manusear bem os elementos pop com o som Dream Pop e Shogaze, o disco traz composições mais "hits" e memoráveis para o ouvinte que podem ser exemplificadas com Paradise e Shadow. 

Paradise by Wild Nothing on Grooveshark


#13

Poliça - Give You The Ghost















    Um estreante na lista de melhore do ano. O Poliça se mostrou uma banda curiosa ao misturar Eletrônico, Rock e R&B, tudo junto, até mesmo na mesma faixa. E tudo isso regado ao vocal modulado de Channy Leanneagh. Um sou que ousou, e acertou. Vale a pena ouvir e descobrir. 

Dark Star by POLICA on Grooveshark


#12

Alabama Shakes - Boys & Girls















    Assim que se dá o play em Boys & Girls já somos invadidos com uma força que entra na alma. O Soul com Rock sulista dos Estado Unidos cantado a plenos pulmões e coração (e lágrimas, por que não) de Brittany Howard é de contagiar. Alabama Shakes é a típica banda que consegue ganhar todos os público, desde o mais jovem que já se encanta com a emoção das músicas de Soul que são tão pouco ouvidas por esse público, quanto por um púlico mais velhos, que se emocionava com Janis Joplin e cia.

I Found You by Alabama Shakes on Grooveshark


#11

A Place to Bury Strangers 











    Barulho de, e com, peso é com o A Place do to Bury Strangers. A fórmula já conhecida de Oliver Ackermann de misturar o Noise Rock cru e denso, com vocais encorpados, e distorções e microfonias na medida, sem excesso, continua nos visitando em Worship. Um dos expoentes do estilo mostra que sabem muito bem trabalhar com o estilo assim como nos seus último, e também ótimos, dois discos anteriores.

Alone by A Place to Bury Strangers on Grooveshark




#10

Cambriana - House of Tolerance



    Quando uma banda traz uma sonoridade característica é sempre interessante darmos atenção e vermos o que encontramos. Muitas vezes podemos achar um mistura estranha, mas não é isso o que acontece com os goianos do Cambriana. A coesão entre o Chillwave, Dream Pop, o Psicodélico, e um toque particular da banda, traz em seu disco estreia, House of Tolerance, uma obra interessante com ótimos arranjos, que são executados pelos, em sua maioria, multi-instrumentistas da banda. O clima que abraça o ouvinte é belo e evolvente, e te faz querer ouvir mais e mais vezes a fim de perceber cada detalhe das faixas. 

Safe Rock by Cambriana on Grooveshark


#09

Ringo Deathstarr - Mauve



    O desafio do segundo disco sempre aparece, principalmente  para os artistas que trouxeram um primeiro disco que foi bem aclamado pela crítica. A pressão que fica é a de manter ou superar a qualidade do trabalho anterior, e isso muitas vezes prejudica a concentração e composições da banda. Entretanto, o Ringo Deathstarr soube muito bem contornar a pressão e nos brindou com Mauve, um disco mais denso e cru, menos pop que Colour Trip, e mais orientado pelos grandes nomes do Shoegaze como My Bloody Valentine, The Jesus and Mary Chain e Slowdive. Mauve veio para mostrar que o trio texano sabe muito bem trabalhar em cima de suas origens musicas, e não se limita, no também executado com mestria, Noise Pop. 




#08

Spiritualized - Sweet Heart Sweet Light



    Utilizando de inspiração o álbum Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space de 1997, como dito pelo próprio Jason Pierce, o resultado só poderia ser bom. Sweet Heart Sweet Light vem com uma sonoridade que se difere do resto dos discos da banda e se apresenta mais tocante, com participação de um quarteto de cordas e com faixas longas como a excelente Hey Jane (presenta na lista de Melhores Faixas). O disco ainda apresenta uma temática religiosa muito presente no final do disco, com as faixas Life Is a Problem e So Long You Pretty Thing, que vêm com uma roupagem similar a hinos de igreja e são responsáveis por fazer um fechamento triunfal da obra. 

Little Girl by Spiritualized on Grooveshark



#07

Chelsea Wolfe - Unknown Rooms A Collection of Acoustic Songs



    Pra quem já conhecia o trabalho de Chelsea Wolfe com seu som gótico e sombrio, com elementos mais perturbadores, como os gritos inciais na primeira faixa de Apokalypsis, vai se deparar agora com uma Chelsea etérea e doce, mas ainda com tendências do gótico, entretanto, com as tendências de amor ultra-românticas que o estilo e subcultura também proporcionam. Em seu primeiro disco acústico encontramos belíssimas canções como Flatlands (presenta na lista de Melhores Faixas), Boyfrind Hyper Oz que nos mostram como um som amargo, triste e cinzento consegue ser extremamente belo, tocante, transcendente e emocionante. 

Our Work Was Good by Chelsea Wolfe on Grooveshark


#06

Melody's Echo Chamber - Melody's Echo Chamber



    Pois é, nossa debutante, e que ficou com a primeira posição na lista de Melhores Estreias, está aqui entre os melhores álbuns de 2012. O Pop Psicodélico de Melody's Echo Chamber encantou nossos ouvidos neste ano desde o lançamento do seu single Crystallized. A fórmula entre o vocal feminino suave, horas em francês trazendo uma beleza ainda maior, e as camadas e mais camadas de um psicodélico doce ganhou críticos e ouvintes durante esse ano inteiro. Mesmo ainda em seu primeiro disco, dá para arriscarmos em dizer que Melody Prochet e sua banda vão seguir adiante o sucesso que está sendo construído este ano a partir desse primeiro trabalho.

You Won't Be Missing That Part Of Me by Melody's Echo Chamber on Grooveshark


#05

Tame Impala - Lonerism



    Mais uma vez a pressão do segundo disco pode ser vista por aqui. E mais uma vez a banda soube contornar o tabu. Responsável pelo boom do Tame Impala, Innerspeaker ganhou um sucessor parelho. Gostar mais do primeiro do que do segundo disco ou vice-versa cabe mais a gosto pessoal. O que não podemos negar é que a banda de Perth soube fazer de Lonerism um disco que manteve o Tame Impala como uma das bandas de memória rápida do público no ano de 2012.  Mantendo o seu psicodelismo, e agora com a novidade do uso de sintetizadores, o grupo trouxe com seu novo disco a confirmação de que ser um dos nomes atuais estilo. 

Mumford & Sons - Babel


    Marcus Mumford já se mostrou um londrino mas com um pé no estilo caipira tão estadunidense. Com seus belos arranjos de banjo, acordeon e mandolins, juntos com o vocal forte e com vida, o Mumford & Sons nos presenteia em Babel, segundo disco do grupo, com um conjunto de faixas vívidos e ao mesmo tempo tocantes, muito ao encargo das belíssimas I Will Wait, Lover of  the Light Hopeless Wanderer. Se com Sigh No More, de 2009, o quarteto já era bem recepcionado, com Babel a recepção foi digna de quebra de recordes e já passando da marca de um milhão de cópias vendidas. Fruto de um trabalho muito bonito e tocando com verdadeira paixão pela música. 

Hopeless Wanderer by Mumford & Sons on Grooveshark


#03

First Aid Kit - The Lion's Roar



    Mais uma prova de que o Folk vem ganhando territórios além das fronteiras sde seu país natal. Dessa vez foi ao encontro da Escandinávia mais precisamente da Suécia, com as irmãs Johanna e Klara, que formam o duo  First Aid Kit.  Apesar de ganharem mais notoriedade apenas agora, as duas garotas já estão em seu segundo álbum de estúdio , onde nos trazem o doce vocal em meio a belíssimos arranjos de um Folk com nuances mais românticas e sublimes. O talento das duas encantaram inclusive Jack White, que as chamaram para abrir seus shows na turnê europeia. O First Aid Kit é um ótimo pedido para quem aprecia um Folk embalado por vozes femininas, um ótimo exemplo fica com a faixa Emmylou que figurou na nossa lista de Melhores Faixas do ano. 

The Lion's Roar by First Aid Kit on Grooveshark


#02

Frank Ocean - channel ORANGE



    A turbulência sobre a sexualidade de Frank Ocean foi tirada de seu caminho com classe. channel     ORANGE tratou de deixar de lado qualquer assunto banal do excelente músico nos brindando com um dos mais belos discos do ano e um dos mais belos do estilo da década. Com um R&B classudo, digno de grandes nomes passados, Frank traz nese seu disco de estreia uma obra conceito interessantíssima contendo  até mesmo começo e fim com as faixas Star e End, mostrando a real intenção de fazer um disco para ser ouvido sem pular uma faixa sequer. E como fazer isso? Impossível. A beleza de channel ORANGE com suas letras cantadas com alma pelo músico ainda nos traz elementos aleatórios como de de recebimento de uma sms em seu iPhone, ou do barulho do bater de porta do carro e de abertura de uma porta com um molho de chaves. Tudo fazendo parte da obra, dando um cara mais viva e urbana para um álbum que consegue nos lembrar o qual belo e tocante um bom R&B consegue ser. 


Bad Religion by Frank Ocean on Grooveshark


#01

Flying Lotus - Until the Quiet Comes




    Steven Ellison, ou Flying Lotus, repetiu a dose. E isso é muito bom. O músico tornou a apresentar seu eletrônico minimalista e em downtempo que traz toques encantadores de Jazz e vocais secundários. Until the Quiete Comes conta com 18 faixas - uma delas com a participação de Thom Yorke - , sendo parte delas curtas, com pouco mais de um minuto cada, o que as torna pequenos epílogos dentro da obra, dando um toque especial e que mostra um trabalho minucioso, cuidadoso, preocupado com pequenos detalhes para se produzir um grande trabalho.
    Fazer uma música que soa simples parecer simples não é uma tarefa fácil. E FlyLo consegue em Until the Quiet Comes, que com certeza entra como um de seus melhores trabalhos, expor com maestria os beats e camadas na hora e na quantidade certa, se preocupando com os pequenos detalhes, que são essenciais para se produzir um trabalho tão bonito quanto este.