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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Resenha: Golden Grrrls - Golden Grrrls




Confesso que num primeiro contato o nome da banda me remeteu a algo como Bikini Kill ou Dum Dum Girls com uma música de engajamento feminista de Riot Grrrl. Entretanto, ao dar o play me deparei com o som fofo e doce que Glasgow há décadas nos presenteia. Um Twee/Indie Pop que já é praticamente produto nacional da região, com seus vocais femininos e masculinos intercalados, temática interpessoal e guitarras no melhor estilo Jangle Pop. Como a referência do estilo acaba sendo a mesma, as novidades que surgem do gênero acabam na verdade se apresentando em sua maioria parecidas. Entretanto, para quem é fã do estilo isso não é problema, e sim apenas uma ampliação no portfólio de opções, e é dessa forma que o Golden Grrrls chega com seu disco de estreia. 

Formado por Ruari MacLean e Rachel Aggs nas guitarras, Eilidh Rodgers na bateria, e os três nos vocais, a banda, como dito, não traz nada de novo que os fãs e ouvintes do estilo e da cena já tenho ouvido em nomes como Talulah Gosh, The Pastels, Allo Darlin', e até em Camera Obscura e Veronica Falls; fofura aliada àquele toque sujinho charmoso que quebra a doçura na medida certa, o que nos é exemplificada logo de cara com a animada e primeira faixa New Pop

No percorrer das onze faixas o trio consegue mostrar que consegue compor bons riffs que conseguem preencher as canções, tanto no baixo como em Past Tense e Times Goes Slow, quanto na guitarra como em  Paul Simon. (Sim, é uma referência ao grande cantor e compositor que figurava dupla com seu "ex-amigo", vamos assim colocar, Art Garfunkel) e Wrld Peace. Trazendo toda a carga Pop dos vocais característicos da classe de 86 para compor esse mix, temos as ótimas Take Time e Never Said Enough que conseguem ser faixas que se articulam muito bem em melodia, se tornando de fácil identificação para os fãs do estilo mais puxado para o doce. 

Ao final, o que temos é um disco que se apresenta sem novidades, mas que cumpre bem a reprodução do som de bandas do final dos anos 80 e que se faziam presentes na região. Por ser um primeiro álbum após alguns cassetes, o que fica de análise é que o Golden Grrrls mostra ter boa influência e que, se bem trabalhado, um segundo disco pode vir melhor e trazer maior identidade ao trio.







quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Aposta: GAL PALS



Depois que eu digo que Austin é um celeiro de bandas boas, como The Eastern Sea e Dead Mellotron  não é pra menos. Mais uma vez aprece um som legal por aquelas bandas do Texas. 
Dessa vez é o GAL PALS ou G A L P A L S ou então GALPALS, já vi dos três jeitos - inclusive no próprio Facebook oficial da dupla. Ah, sim, é uma dupla, uma dupla feminina que faz um Indie Pop/Twee "sujinho" e barulhento na medida certa. Segundo as próprias, elas são uam msitura das bandas punks dos anos 80 com os "girls groups" dos anos 60. Nada melhor para descrever o som delas. 

Pelo material que temos disponível até então, que são três faixas, podemos perceber que as garotas souberam misturar o som que fazia com suas ex-bandas; o peso punk do The Vomettes de Jilllian Talley e o Pop do Cowabunga Babes de Lauren Mikus.

A banda é com certeza uma boa aposta, e não sou só eu que to achando que vale a pena ficar de olho e ouvido nessas garotas, Elliot Frazier, vocalista e guitarrisa do Ringo Deathstarr, é o produtor das garotas. Se Frazier tá caindo de cabeça, bom, não tem como dizer que é ruim. Aliás, as garotas já tocaram com o Dead Mellotron e o Ringo Deathstarr em Julho nos Estado Unidos.

Sem mais "delongas" como diriam, vamos ao som: GAL PALS, um prato cheio pra quem curte Vivan Girls, Dum Dum Girls, Talulah Gosh entre outros. Agora é só dar o play, seja no vídeo ou nas faixas e por enquanto aguardar mais material da dupla.