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domingo, 9 de setembro de 2012

Setlist: Discotecagem @IndieShoe/@InfinitesBlog na @IndieParty

Playlist com as músicas que tocamos em parceria com o Infinites Blog na noite de ontem na Indie Party. Bom para quem quer saber o nome de música ou da banda que tocamos ontem, ou, para quem não foi, curtir como se tivesse ido! 
Espero que tenham gostado!


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Lollapalooza: Principais shows completos

Indie Shoe no Lollapalooza



Pois é, o festival mais esperado do ano aconteceu anteontem e ontem aqui em São Paulo. Trazendo cerca de 140mil pessoas de todo lugar do Brasil, e até do mundo.

 Bom, não vou fazer uma resenha dos shows, vou apenas comentar o que achei de cada um dos que eu vi, claro.

Cage The Elephant



Show obviamente foi animado, com Matt fazendo seus contorcionismos/danças malucas. Tocou hits para animar a galera, como ao começar o show com In One Ear.
Destaque pro mosh, esmagadas de cabeças - ao pisar nas mesmas para fiar em pé na galera, e o quase desmaio de Matt no meio da galera que o sugava e que, posso estar enganado mas acho que vi bem, teve seu tênis "confiscado" pelos fãs. 


Bom show para começar bem o primeiro dia.

Band of Horses

Um show que me surpreendeu! 
Pensei que ia ser muito calmo e sossegado, até certo ponto cansativo,e  acabou sendo o contrário.
Um dos melhores shows que vi no festival. Público interagindo e cantando. 
Show bem coeso. "Redondo" e animado para curtir e cantar junto. Ótimo para um festival.




Foo Fighters

Da maneira que se esperava. Muitos (mesmo) hits e irreverência de Taylor e Dave, que nitidamente não está com nem 70% de sua voz e falhou em muitas vezes durante o show. 
Além disso, houve uma superlotação que já era esperada devido ao esgotamento dos ingressos - muito em virtude de ser a primeira vez deles em São Paulo.


Outros dois ponto interessantes foram a oportunidade de poder ver pela primeira vez no Brasil a presença de Pat Smear, que já havia saído da banda quando os mesmos vieram para cá no Rock In Rio de 2001; e não uma mas duas músicas com a participação de Joan Jett. 
Show para fã adorar, conhecedor curtir, e qualquer um gostar.




Cascadura

Com rock brasileiro de muita qualidade, os baianos do Cascadura deram muito bem "início às atividades do dia".
Muitos fãs vieram de estados como Bahia, Alagoas, e Pernambuco para vê-los, o que demonstra o grande reconhecimento da banda, que já tem 20 anos de carreira e está lançando o 5º disco, no nordeste brasileiro.  E graças ao show no festival, com certeza ganhou fãs por aqui.




Plebe Rude

Mais uma banda nacional e que fez um bom show.
Além das músicas próprias fez covers de Cólera e Clemente e os Inocentes, relembrando as ex-bandas do voclaista principal da banda, Clemente. Além dos covers emendou  um refrão de Geração Coca-Cola, do Aborto Elétrico, no meio de Repressão.

Destaque para a homenagem à Redson, ex-guitarrista e vocalista do Cólera tendo uma música dedicada ao mesmo, e sua imagem nos telões.



Gogol Bordello

Um espetáculo além de show.
Presença de palco sensacional! Músicas pra todos dançarem, e sem ter jeito certo para isso.
Eugene e sua banda punk cigana (mistura interessantíssima e muito boa por sinal) sabem como animar um público mesmo que eles não conheçam suas letras.
Com certeza entre os 3 melhores shows de todo o festival!


Friendly Fires

Nos discos, é legalzinho, mas ao vivo não mesmo.
Com poucas pessoas cantando junto, e apenas as duas primeiras músicas animando o público, o show se prolongou de uma maneira monótona, cansativa, e homogeneamente desanimada.
O show foi tão sem empolgação que mal percebi que havia terminado. Só percebi ao ouvir o sistema de som avisar sobre as saídas de emergência (anúncio padrão após todos os shows do festival).


Garage Fuzz

Acabei vendo muito pouco, apenas 4 músicas. Porém, foi nítido o bom show que fizeram. Público cantando junto e até certo ponto enchendo bem o Palco Alternativo.

Foster The People

O que já era de se imaginar, tocaram o Torches inteiro, e ainda mais umas b-sides.
Público, (ao menos o da frente, onde eu estava) cantando todas as músicas inteiras, e não só os refrões. Muitos falaram que havia muitos fãs "coxinhas". Bom, ao menos lá pra frente não tinha, lá pra trás poderia sim ter os que sabiam apenas Pumped Up Kicks, o que não duvido mesmo.

Show foi realmente animado, e divertido, e acima do que esperava que fosse.
Muito legal Mark Foster ter indo até o pessoal lá do fundo, mostrando importância com todos os fãs.


Destaque pra Pumped Up Kicks remixada no final, que fez o pessoal dançar de maneira diferente.
Muito bom show!


Arctic Monkeys


Como o esperado, cumpriu o que se costuma ver em todos os shows dos Monkeys. Poucas palavras com o público, um show relativamente curto (ainda mais por ser um headliner), e poucas mudanças entre set lists dos shows mais recentes.

Porém, um ótimo show. Todos cantando as letras inteiras e de todas as músicas.
Mesclaram bem as "três fases" da banda, e ainda tocaram b-sides, como a tão esperada e ótima "R U Mine?"

Até tivemos um Alex Turner mais desinibido, até saindo na chuva e indo na passarela para "tomar chuva com o público" como o mesmo disse.


Falta apenas uma melhor presença de palco para os garotos, por que bons eles são mesmo.


No geral foi um ótimo festival, que agregou valor pela experiência num lugar agradável que foi o Jockey Clube. 
Claro que filas são inevitáveis, só precisou mesmo de uma melhor organização para evitar de pessoas furarem filas, termos mais e melhores opções de alimentos, e melhor suporte à rede de cartões (que caiu de sistema no final de sábado), e de sinal de telefonia, que deixou e muito a desejar.
A probabilidade é de melhorar no próximo ano. E tem tudo pra isso.

sábado, 24 de março de 2012

Falando Sobre: Bandas Lollapalooza Brasil - Foo Fighters


Com a morte de Kurt Cobain, perdia-se um ícone do rock e uma das bandas mais influentes da história do rock.
O que não se sabia é que a partir disso teríamos o surgimento de outra banda que viria a lotar estádios de futebol por todo o mundo em pouco mais de 3 anos de existência.
Durante o movimento grunge, o Nirvana foi uma das bandas mais influentes do estilo. Sua composição inicial era Kurt, Krist, e Chad. Formação essa que durou apenas um álbum de estúdio, o Bleach, primeiro da banda.


Após alguns conflitos internos, Chad deixa a banda e então começa a procura por um novo baterista, que logo surge por indicação de Buzz Osbourne, vocalista de uma das, sem não a, banda favorita de Kurt, os Melvins. O cara em questão apresentado para Kurt e Krist era um baterista de uma ex-banda de punk hardcore, seu nome era David, David Grohl, ou simplesmente Dave Grohl.
Dave entrou na banda no momento mais emblemático da mesma, onde se trabalhava no segundo disco da banda, o nada mais nada menos que Nevermind.
Após 4 anos, Kurt Cobain viria a morrer, e o Nirvana acabaria.
O futuro dos integrantes restantes era incerto. Mas eis que Krist virou ativista político, DJ de rádio, e tocou em algumas bandas.
Enquanto isso, Dave, que tentava dar pitacos no Nirvana seja em opiniões nas músicas ou em apresentar um material para banda, os quais erram barrados por Kurt, vinha colecionando suas composições. Tal coleção resultou em uma fita demo, chamada Pocketwatch,  onde Dave gravara todos os instrumentos e voz, e que foi dado o nome fictício de Late! E que apresentava uma sonoridade bem grunge. Um claro resquício dos recente tempo do fim do Nirvana.



Entre o tempo de se lançar com a demo, Dave encontrou um dilema: Uma banda a qual ele gostava muito (desculpe, esqueci o nome) o chamara para tocar com eles.
Era escolher entre tocar numa banda , a qual ele gostava, e que já tinha um certo renome no cenário underground, ou levar em frente um trabalho no qual ele acreditva.
Ele escolheu a fitinha demo.

Levando a frente o trabalho feito na demo, Dave entrou em estúdio e gravou o disco lançado em 1995 com o nome fictício de Foo Fighters, mesmo dado para abanda de no momento de um homem só, e que foi inventado por Dave para que o som não fosse associado à “banda do ex-baterista do Nirvana” .



Após o lançamento do primeiro disco, Dave chamou mais integrantes para a banda. Para o baixo Nate Mendel, e para a bateria William Goldsmith, ambos que tocavam numa banda de rock chamada Sunny Day Real Estate. Para a segudna guitarra, Pat Smear, que tocava numa banda de punk rock chamada The Germs e que era muito conceituada na época, o que fez Dave desacreditar que ele aceitou o convite de tocar em um novo projeto que era o Foo Fighters.



Como a maioria das bandas, a formação foi se alterando. Saiu o baterista William e entrou Taylor Hawkins, que era baterista da banda de apoio de Alanis Morissette e foi primeiramente contactado por Dave para que ele indicasse um baterista para os Foo Fighters. Para a surpresa de Grohl, Taylor se ofereceu como o novo baterista.
Quando tudo parecia bem, praticamente no mesmo momento em que Taylor entrava, Pat saia da banda. Porém, continuou tocando nos shows da tour do álbum The Colour and The Shape mesmo já estando fora da banda. Para seu lugar, entrou Franz Sthal, que tocava com Grohl em sua antiga banda, o Scream.



Pouco antes de entrarem em estúdio para gravarem o terceiro álbum, There is Nothing Left To Lose, Franz sai da banda. Mais uma perda. Algo que estava virando comum na banda, e deixando todos muito preocupados com o futuro da banda. Assim, o álbum foi gravado apenas com Dave, Taylor, e Nate. Mais tarde, na turnê do álbum, a vaga de segundo guitarrista foi reposta com Chris Shiflett, que permanece até hoje na banda.



Chegando em 2001, em meio aos trabalhos do quarto álbum, One by One, alguns conflitos surgiram, e a banda decidiu dar uma parada. O que entre os próprios integrantes pensavam ser o fim da banda. Contudo após os shows do disco, a banda voltou com muito empenho e vontade e percebeu que daí pra frente o que havia ocorrido e passado não tinha mais como afetar a banda. Palavras dos próprios integrantes.



Em 2005, os Foo Fighters inovaram lançando um álbum duplo, o In You Honor. Sendo um disco só com músicas acústicas com participação de Norah Jones em uma das faixas. Além disso, o disco contou com um (re)lançamento  de Friend of a Friend, que fazia parte da demo Pocketwatch.
Continuando inovando, os FF também fizeram uma turnê só com as músicas acústicas. Sendo então tocadas em teatros e salas de músicas e acompanhadas de orquestra sinfônica.
Além disso, a turnê do álbum marcou a volta de Pat Smear que se mantém desde então até hoje na banda.



Em 2008 lançaram o álbum Echoes, Silence Patience and Grace, e em 2011 o álbum que para muitos críticos é considerado o melhor disco da banda, o Wasting Light.
Com ótimas faixas como White Limo, Rope, Walk, e These Days, o álbum vem com uma sonoridade amadurecida e é um dos álbuns com maior número de hits/ propensos a hits.
Gravado na garagem de Dave,com equipamentos analógicos, e com a produção de Butch Vig (produtor de bandas como NIN, Nirvana, e Smashing Pumpknis, e guitarrista do Garbage).



Agora, chegando ao Brasil com a tour do Wastig Light, e após 13 anos desde a última vinda por aqui, os Foo Fighters farão um show de deixar antigos e novos fãs (ou apenas apreciadores) com hits, e muita energia – típica de Grohl nos shows.

É esperar dia 07/04 pra ver!

Enquanto isso, vamos ouvindo Foo Fighters. Abaixo uma música de cada álbum:
Petrol CB by Foo Fighters on Grooveshark I'll Stick Around by Foo Fighters on Grooveshark My Hero by Foo Fighters on Grooveshark Generator by Foo Fighters on Grooveshark Low by Foo Fighters on Grooveshark Resolve by Foo Fighters on Grooveshark Virginia Moon by Foo Fighters on Grooveshark Pretender by Foo Fighters on Grooveshark Bridge Is Burning by Foo Fighters on Grooveshark