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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Falando Sobre: Bandas Lollapalooza - Foster The People

*Post em parceria com as meninas do @fostertheppl_br e @FTPBROFICIAL

Mark Foster, Mark Pontius, e Cubbie Fink(e Sean Cimino e Isom Innis como membros de apoio em apresentações ao vivo) fazem o Foster The People (que primeiramente era Foster & The People, mas devido a nunca falarem o “&” ficou do jeito que é hoje



Antes de ser o frontman da banda, Foster era compositor de jingles para comerciais de televisão.  Nesse tempo de trabalho, compunhas várias músicas e de vários estilos como hip-hop, eletrônica, e até mesmo clássica. Tal feito foi primordial para o estilo que a banda viria a ter, algo que mistura batidas eletrônicas com indie pop/rock, e até mesmo com algo mais clássico como em Ruby.

Muito dessa sonoridade híbrida vem pela forte influência do Blur e da genialidade muito sonora de seu leader Damon Albarn. O próprio  Mark Foster  assume essa comparação à banda de britpop e diz que  vê o Foster The People como “uma versão  menos rock e mais eletrônica de Blur”.

Ainda sozinho, Mark Foster sentia que precisa formar uma banda. Foi assim que Pontius assumiu a bateria após saiu de sua ex- banda chamada Malbec, e Fink o baixo, depois de sair de uma produtora de TV após a recessão econômica de 2009.



Com o single Pumped Up Kicks, Foster The People tomava conta das pistas de dança e ganhava bons olhos da crítica especializada de várias gravadoras como Warner, Atlantic Universal, e Columbia. Esta última a qual foi fechado o contrato e por onde foi distribuído o primeir, e até o momento único, álbum da banda, o Torches.


Se o hype já era grande apenas com um single, agora com um álbum o FTP ganhava ainda mais espaço na mídia, como inserções de suas músicas em seriados, apresentações em premiações – como o Grammy onde tocaram com ninguém menos que os Beach Boys, e no SNL onde tocaram com Kenny G -   e palcos pelo mundo, incluindo festivais como o SxSW, Coachella, e o Lollapalooza.



Hora de ouvir o Torches e ficar no aquecimento, pois eles estão chegando


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Falando Sobre: Bandas Lollapalooza Brasil - Arctic Monkeys


Dois amigos, e vizinhos, de 15 anos, chamados Alex e Jamie, naturais da cidade de Shefild, Inglaterra, ganhavam uma guitarra de presente de Natal e decidiriam montar uma banda com colegas de colégio. Andy,assumia o baixo, e Matt, ficava, a controvérsias, com a bateria. Formariam então uma banda chamada Bang Bang. Apenas tocando covers a banda foi seguindo até a saída do vocalista Glyn, dando o posto para Alex.
Com Alex como frontman, a banda começaria a sair dos covers, e começavam as composições próprias, da banda agora então chamada Arctic Monkeys. Os quais faziam shows em pequenos bares e casas de show da região.



Utilizando-se da old school rede social MySpace, os quatro garotos de Shefield, estariam – sem saber- se lançando para o cenário musical mundial. Por volta de 2002, os fãs dos Arctic Monkeys utilizaram-se do MySpace para lançarem suas músicas para download, e acabaram assim por divulgar o material da banda para a região. Além disso, muitos CDs caseiros eram feitos e distribuídos nos shows e mais e mais fãs foram se juntando.
Os Arctic Monkeys acabaram, indiretamente por assim dizer, sendo um dos pioneiros da divulgação que é largamente utilizada por novas bandas no dia de hoje. A divulgação através da internet.
O single I Bet You Look Good on the Dancefloor já virara hit e todos sabiam a letra, para espanto total dos garotos, que desconheciam essa divulgação feita pelos fãs. Começava a partir daí o sucesso além dos arredores da pequena Shefield.
Em 2005, fechariam com a gravadora Domino e então lançariam o seu primeiro disco de estúdio, o para Whatever People Say I Am, That's What I'm Not. Disco o qual lançou os Monkeys para uma turnê pela América do Norte. 
Turnê a qual Andy não participou alegando cansaço das viagens. Ele então foi substituído por Nick O'Malley temporariamente para essa turnê, que no final das contas, acabou se tornando membro efetivo da banda.



Desde o sucesso com recorde de vendas em um lançamento vendendo 363.735 discos na primeira semana de vendas,  e com a continuidade sonora com o segundo disco, o Favourite Worst Nightmare, onde em ambos, a banda possuía um som mais garagem, com levadas dançantes de indie rock, os Arctic Monkeys se firmavam no cenário até certo ponto “mainstream”, junto com Strokes, Franz Ferdinand e outros pioneiros.
Abrindo o segundo álbum, Brianstorm veio para segurar ainda mais os já então fãs, e para conquistar novos. A sonoridade agressiva e dançante fez os antigos ouvidos acostumados a ouvir rock verem neles uma banda para se acompanhar. O sucesso já era alcançado mundialmente, chegando às emissoras de TV como VH1 e MTV. E tudo isso com apenas quatro anos de banda, sendo apenas dois em gravadora.



Em 2009, com a produção de Josh Homme (Queens of the Stone Age – banda a qual Alex e Jamie arriscam riffs em suas guitarras ganhas de natal de 2001), os Monkeys tiveram uma brusca mudança de estilo, trazendo um ar mais encorpado no som, mais denso, fugindo da levada dançante dos discos anteriores. As críticas foram tanto positivas, vendo um amadurecimento da banda, quanto negativa, para fãs do estilo anterior que só viam Cornerstone como uma das músicas que lembravam os antigos álbuns.



Muitos se perguntavam se este seria o novo estilo adotado pelos garotos ou se teríamos mais uma mudança ou um retorno para o indie rock mais dançante de antes.
A espera pela resposta durou até este ano, quando lançaram o novo álbum Suck It And See.
Após abrir portas para a cena indie, criar álbuns que foram tocados, comprados  baixados por muitos, chegando a recorde de vendas em lançamento, passando por busca de identidade com novo produtor (e renomado artista), eis que chega um dos álbuns do ano: o Suck It And See.
Este álbum traz belas composições como Reckless Serenade, Love is a Laserquest, e a homônima Suck it And See. Fora as B-Sides como Evil Twin muito bem compostas e que poderiam ser facilmente faixas do álbum.



Mais recentemente You & I, e R U Mine? Vieram como singles. Essas duas músicas com um ar mais pesado, que até nos remete ao estilo do Humbug. Poderíamos dizer que esse seria a cara do novo disco que Alex disse que já está sendo escrito durante as turnês que logo mais será colocado em estúdio?



Vamos aguardar, enquanto isso, vamos ouvindo um pouco de Arctic Monkeys para nos aquecermos pro Lollapalooza que está aí batendo à nossa porta.



sábado, 24 de março de 2012

Falando Sobre: Bandas Lollapalooza Brasil - Foo Fighters


Com a morte de Kurt Cobain, perdia-se um ícone do rock e uma das bandas mais influentes da história do rock.
O que não se sabia é que a partir disso teríamos o surgimento de outra banda que viria a lotar estádios de futebol por todo o mundo em pouco mais de 3 anos de existência.
Durante o movimento grunge, o Nirvana foi uma das bandas mais influentes do estilo. Sua composição inicial era Kurt, Krist, e Chad. Formação essa que durou apenas um álbum de estúdio, o Bleach, primeiro da banda.


Após alguns conflitos internos, Chad deixa a banda e então começa a procura por um novo baterista, que logo surge por indicação de Buzz Osbourne, vocalista de uma das, sem não a, banda favorita de Kurt, os Melvins. O cara em questão apresentado para Kurt e Krist era um baterista de uma ex-banda de punk hardcore, seu nome era David, David Grohl, ou simplesmente Dave Grohl.
Dave entrou na banda no momento mais emblemático da mesma, onde se trabalhava no segundo disco da banda, o nada mais nada menos que Nevermind.
Após 4 anos, Kurt Cobain viria a morrer, e o Nirvana acabaria.
O futuro dos integrantes restantes era incerto. Mas eis que Krist virou ativista político, DJ de rádio, e tocou em algumas bandas.
Enquanto isso, Dave, que tentava dar pitacos no Nirvana seja em opiniões nas músicas ou em apresentar um material para banda, os quais erram barrados por Kurt, vinha colecionando suas composições. Tal coleção resultou em uma fita demo, chamada Pocketwatch,  onde Dave gravara todos os instrumentos e voz, e que foi dado o nome fictício de Late! E que apresentava uma sonoridade bem grunge. Um claro resquício dos recente tempo do fim do Nirvana.



Entre o tempo de se lançar com a demo, Dave encontrou um dilema: Uma banda a qual ele gostava muito (desculpe, esqueci o nome) o chamara para tocar com eles.
Era escolher entre tocar numa banda , a qual ele gostava, e que já tinha um certo renome no cenário underground, ou levar em frente um trabalho no qual ele acreditva.
Ele escolheu a fitinha demo.

Levando a frente o trabalho feito na demo, Dave entrou em estúdio e gravou o disco lançado em 1995 com o nome fictício de Foo Fighters, mesmo dado para abanda de no momento de um homem só, e que foi inventado por Dave para que o som não fosse associado à “banda do ex-baterista do Nirvana” .



Após o lançamento do primeiro disco, Dave chamou mais integrantes para a banda. Para o baixo Nate Mendel, e para a bateria William Goldsmith, ambos que tocavam numa banda de rock chamada Sunny Day Real Estate. Para a segudna guitarra, Pat Smear, que tocava numa banda de punk rock chamada The Germs e que era muito conceituada na época, o que fez Dave desacreditar que ele aceitou o convite de tocar em um novo projeto que era o Foo Fighters.



Como a maioria das bandas, a formação foi se alterando. Saiu o baterista William e entrou Taylor Hawkins, que era baterista da banda de apoio de Alanis Morissette e foi primeiramente contactado por Dave para que ele indicasse um baterista para os Foo Fighters. Para a surpresa de Grohl, Taylor se ofereceu como o novo baterista.
Quando tudo parecia bem, praticamente no mesmo momento em que Taylor entrava, Pat saia da banda. Porém, continuou tocando nos shows da tour do álbum The Colour and The Shape mesmo já estando fora da banda. Para seu lugar, entrou Franz Sthal, que tocava com Grohl em sua antiga banda, o Scream.



Pouco antes de entrarem em estúdio para gravarem o terceiro álbum, There is Nothing Left To Lose, Franz sai da banda. Mais uma perda. Algo que estava virando comum na banda, e deixando todos muito preocupados com o futuro da banda. Assim, o álbum foi gravado apenas com Dave, Taylor, e Nate. Mais tarde, na turnê do álbum, a vaga de segundo guitarrista foi reposta com Chris Shiflett, que permanece até hoje na banda.



Chegando em 2001, em meio aos trabalhos do quarto álbum, One by One, alguns conflitos surgiram, e a banda decidiu dar uma parada. O que entre os próprios integrantes pensavam ser o fim da banda. Contudo após os shows do disco, a banda voltou com muito empenho e vontade e percebeu que daí pra frente o que havia ocorrido e passado não tinha mais como afetar a banda. Palavras dos próprios integrantes.



Em 2005, os Foo Fighters inovaram lançando um álbum duplo, o In You Honor. Sendo um disco só com músicas acústicas com participação de Norah Jones em uma das faixas. Além disso, o disco contou com um (re)lançamento  de Friend of a Friend, que fazia parte da demo Pocketwatch.
Continuando inovando, os FF também fizeram uma turnê só com as músicas acústicas. Sendo então tocadas em teatros e salas de músicas e acompanhadas de orquestra sinfônica.
Além disso, a turnê do álbum marcou a volta de Pat Smear que se mantém desde então até hoje na banda.



Em 2008 lançaram o álbum Echoes, Silence Patience and Grace, e em 2011 o álbum que para muitos críticos é considerado o melhor disco da banda, o Wasting Light.
Com ótimas faixas como White Limo, Rope, Walk, e These Days, o álbum vem com uma sonoridade amadurecida e é um dos álbuns com maior número de hits/ propensos a hits.
Gravado na garagem de Dave,com equipamentos analógicos, e com a produção de Butch Vig (produtor de bandas como NIN, Nirvana, e Smashing Pumpknis, e guitarrista do Garbage).



Agora, chegando ao Brasil com a tour do Wastig Light, e após 13 anos desde a última vinda por aqui, os Foo Fighters farão um show de deixar antigos e novos fãs (ou apenas apreciadores) com hits, e muita energia – típica de Grohl nos shows.

É esperar dia 07/04 pra ver!

Enquanto isso, vamos ouvindo Foo Fighters. Abaixo uma música de cada álbum:
Petrol CB by Foo Fighters on Grooveshark I'll Stick Around by Foo Fighters on Grooveshark My Hero by Foo Fighters on Grooveshark Generator by Foo Fighters on Grooveshark Low by Foo Fighters on Grooveshark Resolve by Foo Fighters on Grooveshark Virginia Moon by Foo Fighters on Grooveshark Pretender by Foo Fighters on Grooveshark Bridge Is Burning by Foo Fighters on Grooveshark

sexta-feira, 16 de março de 2012

Falando sobre: Shoegaze

                                                       

Tendo como berço o Reino Unido do meio para o fim dos anos 80, o shoegaze se originou de variações e derivações que surgiram com o pós-punk e o pós-gótico,  que determinava o declínio dos dois estilos tão fortes no fim de 70 e começo dos anos 80 no mundo.

Com as letras introspectivas e presenças de palco totalmente tímidas por parte das bandas, os críticos da época deram o nome de shoegaze (aka shoegazing) para bandas do estilo pelo fato da timidez de onde os músicos olhavam para baixo, para seus sapatos. Uma outra explicação para olharem para baixo é pelo ligar e desligar dos pedais de efeitos, muito utilizados nesse estilo.

O shoegaze é um estilo de contraste, pois mistura a agressividade das distorções das guitarras com um melancólico e melódico vocal. Muitas bandas contavam/contam com vocais femininos, sejam de apoio ou principal, sendo esse mais uma característica do shoegaze.

Outro aspecto é a não utilização da bateria eletrônica, muito utilizada na época por muitas bandas, devido ao grande movimento do eletro pop (com bandas como New Order, Eurythmics, Pet Shop Boys, entre outras), e sim da bateria acústica, voltando então ao tradicional do rock.

Um elemento de grande importância para o surgimento do estilo foi a C86 (já comentada por aqui), que trouxe a sonoridade que ainda estava sendo construída – com base num certo revival do jangle pop, caracterizado pelas guitarras mais harmoniosas e “soft”, somado a elementos do pós-punk-  que se pegaria de referência e influência para bandas que se tornariam principais referências do estilo shoegaze, como, Ride, Slowdive,  Lush(que mais pra frente acabou indo para o estilo britpop), Jesus & Mary  Chain ,My Bloody Valentine, e The Pastels,. Sendo estas três últimas as de maior influência para as demais citadas, principalmente com o álbum Psychocandy de 1985, e Isn’t  Anything  de 1988– álbuns de estréia do My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain, respectivamente.

Atualmente, o shoegaze vem tomando força com um revival. Algumas bandas ainda mantém a sonoridade mais fiel  ao shoegaze das principais referências, como é o caso do Black Rebel Motorcycle Club, The Faunts, e o The Black Ryder. Outras vêm adicionando algumas mudanças, muitas originadas a partir do shoegaze – como o dream pop, chillwave, noise pop e noise rock, e o indietronic –.É dado a essas bandas, o estilod e nome nu gaze (aka new gaze). É o caso de bandas como Ringo Deathstarr (Shoegaze + Noise Pop), M83 (Shoegze+ Chillwave), The Pains of Being Pure at Heart (Shoegaze + Indie Pop/Twee), e  Craft Spells (Shoegaze + Dream Pop)

Curtiu o estilo? Bom ,para ter certeza só ouvindo. Abaixo uma lista de downloads de álbuns para curtir o shoegaze e o nu gaze:

PS: álbuns com “*” tem todos os créditos ao You!Me!Dancing! ( Twitter / Tumblr)

Discografia básica:

*Isn’t Anything (My Bloody Valentine): Download 

Just for a Day (Slowdive): Download

Up for a Bit with the Pastels (The Pastels): Download

Psychocandy (Jesus & Mary Chain): Download 

Novas bandas:

*Colour Trip (Ringo Deathstarr): Download

*Saturdays = Youth (M83): Download

*The Pains of Being Pure at Heart (The Pains of Being Pure at Heart): Download

B.R.M.C (Black Rebel Motorcycle Club):Download