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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia Mundial do Rock: A História do Rock


Chuck Berry


Dia Mundial do Rock. Apesar desse blog se chamar Indie Shoe, nada mais justo que abrir uma exceção para falar do Rock 'n' Roll, que não é apenas um estilo de música, mas que também foi/é um estilo de vida, um elemento de cultura e uma arma político-social.

Pode ser calmo, agitado, limpo, distorcido, cru, mais elaborado, cantado em inglês, português, croata ou búlgaro! O rock está aí com seus sessenta e poucos anos embalando romances, festas, viagens; passando mensagens que mudam as vidas das pessoas, que as impulsionam, que as retraem. O rock é heterogêneo, é híbrido, é VIVO!

Vamos então passar por um resumo de sua história. Do surgimento do que viria as ser chamado de rock, passando pelas décadas e suas influências e mudanças no som e até chegar à safra atual.


O começo está lá nos meados dos anos 50. O Rhythm and Blues (R&B) era o estilo que daria surgimento para o Rock. O uso mais agressivo e rebelde de usar a guitarra, que até então era tratada na calmaria pelas Big Bands, foi o início da revolução. A sociedade se deparava com um ritmo dançante e frenético das guitarras que também eram acompanhadas pelos pianos pulsantes. As famílias repugnavam o estilo novo, enquanto os rapazes colocavam suas brilhantinas, e as garotas seus vestidos e tiaras, para sair nos bailes de Rock e dançar a noite toda. 

Os artistas dessa época são até hoje tratados como os reis do rock, sendo o principal deles o Rei Elvis Presley. Mas Elvis não estava sozinho nessa, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Little Richards, Bill Haley entre outros eram os roqueiros da época e que graças a eles temos o rock! Muito obrigado!


Ainda nos anos 50, quase nos 60, temos também alguns garotos que vivam na costa oeste americana, pelos lados da Califórnia e que apreciavam um surf. Assim, decidiram trazer o rock para uma levada que tivesse mais a ver com o clima de praia, surgia assim o Surf Rock. Nomes como The Beach Boys e Dick Dale marcaram o estilo.

The Who


Como podemos perceber, os EUA tiveram gigantesca importância no surgimento do rock. E movimentos políticos e sociais não poderiam ficar de fora nessa influência. A guerra do Vietnã gerou o movimento hippie que foi influência do som dos anos 60 e acertou o rock com uma mensagem de paz e muitas drogas. Surgia assim o Rock Psicodélico, ou muitas vezes chamado de Acid Rock, que teve como Woodstock o evento que reuniu varios artistas e marcou o estilo. 

Guitarras distorcidas com solos transcendentes e letras muitas vezes com ares simbolistas marcavam o estilo que Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Cream, The Doors e Jefferson Airplane.

Nesse meio tempo, na Inglaterra o foco ainda era o rock mais do final dos anos 50 com os Beatles, ou com uma pegada mais agressiva com Rolling Stones e Kinks. Todas essas bandas só viriam a ter influências dos EUA mais adiante, como por exemplo os Beatles e a fortíssima influência do Psicodélico na segunda metade de sua carreira.

Com influências do Psicodélico os anos 70 – época de ouro do rock por conter muitos estilos diferentes e grandes bandas que marcaram a história – começavam com o Progressivo, que contava com Pink Floyd, remanecente do Psicodélico; Yes; Genesis; Emerson, Lake & Palmer entre outras bandas  por fazer um rock com um apelo ao clássico e ao jazz e que possuía músicas que eram verdadeiras óperas com seus sete, nove, quinze, vinte minutos cada. Além da longa duração das faixas, o estilo foi marcado por apresentar histórias que se iam completando pelas faixas dos discos.

Led Zeppelin


Ainda na década de ouro o Rock deu uma nova roupagem ao bom e velho Blues. Acelerando suas batidas surgia o Blues Rock que viria a influenciar no Hard Rock que marcou os anos setenta com bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, Aerosmith, ZZ Top e AC/DC.
Riffs poderosos e vocais mais técnicos sempre se viam presentes no estilo que viria a se tornar a base para o Heavy Metal. 


Esse último surgiu por volta do meio dos anos 70 (sim, ainda estamos nele. Viu como essa década é importante?) com mais força no Reino Unido. Era o Heavy Metal. O estilo apresentava um som cru com solos distorcidos, bateria bem marcante e letras mais macabras e pesadas, o que fez muitos terem aversão a esse estilo. O que não deixa de ser uma atitude errônea de generalizar e estereotipar. Os pioneiros do Hevy Metal foram Black Sabbath, Motörhead, Judas Priest e o Rainbow
O Metal com o passar do tempo foi ganhando suas ramifiações sendo o Metal Melódico e o Trash Metal os mais conhecidos comercialmente.

Black Sabbath na formação que já contava com Ozzy Osbourne


Paralelamente ao Heavy Metal, mais precisamente em 1977 o rock borbulhava com a rebeldia, críticas e atitude do Punk. Com discussões que permeiam até hoje sobre quem foi o difusor do estilo, se Ramones (EUA) ou Sex Pistols (UK), o Punk marcou o final da década de 70 em meio a uma criação de um estilo de vida, de pensamentos e de se vestir. Na música a simplicidade era o que prevalecia, muitas vezes pelos próprios integrantes não terem a mínima noção de música. Três acordes, ausência de solos, bateria repetitiva e minimalista e músicas sem passar de dois minutos de duração. Essa era a fómula pro Punk que mais pra frente iria influenciar o Hardcore.

O Punk perdurou pelo início dos anos 80 ainda mantendo o paralelo com o Metal. Enquanto o Punk ganhava influências do Rock se tornando o Punk Rock, algo menos agressivo e politizado, o Metal ganhava plumas e glitter: era o Glam Metal com bandas como Twisted Sisters Poison, Motley Crue,Van Halen e Skid Row; e o Glam Rock com David Bowie, T. Rex, Queen e KISS  entre outras apresentavam um visual chamativo. Perucas, maquiagem pesada e roupas espalhafatosas o que passava um ar artístico e teatral para as apresentações.

Joy Division


No meio pro final da década de 80, o Punk perdia força e dava-se início ao Post-Punk, que tratava-se de um ramo de diversos estilos: Shoegaze, Gótico, New Wave, etc. Ao contrário da agressividade do Punk, surgiam um estilo mais intimista. Guitarras mais sublimes e com efeitos ecoantes, letras mais depressivas e linhas de baixo bem presentes marcavam o estilo que The Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, The Cure, Ride, Bauhaus, Siouxsie and the Banshees, Joy Division, Depeche Mode entre outras bandas.

Ainda no final dos anos 80 o Electropop veio com força e trouxe elementos eletrônicos para o rock e que nos fez ter bandas como Devo, Gary Numan, Duran Duran e New Order.

Nirvana



Chegando  no final dos anos 80 e começo dos anos 90, em meio a muita música pop nas televisões, surgiam dos estilos que viriam trazer de volta o rock ao mainstream: o Grunge e o Noise Rock.

Nirvana, Soundgarden, Alice in Chains, Stone Temple Pilots e L7 pelo primeiro grupo e Dinosaur Jr. Sonic Youth e Pixies pelo segundo trouxeram a explosão jovem através de baixos pesados e guitarras “maltratadas” em meio a muita distorção, fuzz, e reverbs.

Ainda nos 90, outro estilo tomou o foco que o dois estilos anteriores possuíam – foi o Britpop. Mais levado pro lado do Pop Rock, bem menos intenso que o Grunge e o Noise Rock o estilo ganhou apreço das gravadoras e emissoras de televisão. Oasis, Blur, Suede, Pulp, Stone Roses entre outras bandas – todas britânicas, daí o nome do estilo – foram as que marcaram o Britpop, que atravessou os anos 90 até o seu final com força bem relevante. 

The White Stripes


Eis que chegamos aos anos 2000. Pode se dizer que essa década foi responsável por ter várias bandas que garimparam o que teve de melhor nas décadas passada e adicionando suas visões e fazendo um som novo mas com cara de revival. Mas, não podemos deixar de citar o Indie Rock e o Garage Rock. Estilos que trouxeram a essência do rock com guitarras simples e letras falando sobre a vida jovem. The Strokes, Arctic Monkeys, The Hives, The Vines, The White Stripes podem ser consideradas as bandas que deram início nessa reafrimação da retomada do rock para a mídia, que já havia começado, como dito anteriormente, nos anos 90.

Com isso terminamos o resumo da história do rock. Mas um resumo de momento, pois o rock é inconstante, é vivo e nunca vai parar, nunca vai deixar de estar presente nos ouvidos mundo afora por quê o rock nunca vai morrer!




sábado, 24 de março de 2012

Falando Sobre: Bandas Lollapalooza Brasil - Foo Fighters


Com a morte de Kurt Cobain, perdia-se um ícone do rock e uma das bandas mais influentes da história do rock.
O que não se sabia é que a partir disso teríamos o surgimento de outra banda que viria a lotar estádios de futebol por todo o mundo em pouco mais de 3 anos de existência.
Durante o movimento grunge, o Nirvana foi uma das bandas mais influentes do estilo. Sua composição inicial era Kurt, Krist, e Chad. Formação essa que durou apenas um álbum de estúdio, o Bleach, primeiro da banda.


Após alguns conflitos internos, Chad deixa a banda e então começa a procura por um novo baterista, que logo surge por indicação de Buzz Osbourne, vocalista de uma das, sem não a, banda favorita de Kurt, os Melvins. O cara em questão apresentado para Kurt e Krist era um baterista de uma ex-banda de punk hardcore, seu nome era David, David Grohl, ou simplesmente Dave Grohl.
Dave entrou na banda no momento mais emblemático da mesma, onde se trabalhava no segundo disco da banda, o nada mais nada menos que Nevermind.
Após 4 anos, Kurt Cobain viria a morrer, e o Nirvana acabaria.
O futuro dos integrantes restantes era incerto. Mas eis que Krist virou ativista político, DJ de rádio, e tocou em algumas bandas.
Enquanto isso, Dave, que tentava dar pitacos no Nirvana seja em opiniões nas músicas ou em apresentar um material para banda, os quais erram barrados por Kurt, vinha colecionando suas composições. Tal coleção resultou em uma fita demo, chamada Pocketwatch,  onde Dave gravara todos os instrumentos e voz, e que foi dado o nome fictício de Late! E que apresentava uma sonoridade bem grunge. Um claro resquício dos recente tempo do fim do Nirvana.



Entre o tempo de se lançar com a demo, Dave encontrou um dilema: Uma banda a qual ele gostava muito (desculpe, esqueci o nome) o chamara para tocar com eles.
Era escolher entre tocar numa banda , a qual ele gostava, e que já tinha um certo renome no cenário underground, ou levar em frente um trabalho no qual ele acreditva.
Ele escolheu a fitinha demo.

Levando a frente o trabalho feito na demo, Dave entrou em estúdio e gravou o disco lançado em 1995 com o nome fictício de Foo Fighters, mesmo dado para abanda de no momento de um homem só, e que foi inventado por Dave para que o som não fosse associado à “banda do ex-baterista do Nirvana” .



Após o lançamento do primeiro disco, Dave chamou mais integrantes para a banda. Para o baixo Nate Mendel, e para a bateria William Goldsmith, ambos que tocavam numa banda de rock chamada Sunny Day Real Estate. Para a segudna guitarra, Pat Smear, que tocava numa banda de punk rock chamada The Germs e que era muito conceituada na época, o que fez Dave desacreditar que ele aceitou o convite de tocar em um novo projeto que era o Foo Fighters.



Como a maioria das bandas, a formação foi se alterando. Saiu o baterista William e entrou Taylor Hawkins, que era baterista da banda de apoio de Alanis Morissette e foi primeiramente contactado por Dave para que ele indicasse um baterista para os Foo Fighters. Para a surpresa de Grohl, Taylor se ofereceu como o novo baterista.
Quando tudo parecia bem, praticamente no mesmo momento em que Taylor entrava, Pat saia da banda. Porém, continuou tocando nos shows da tour do álbum The Colour and The Shape mesmo já estando fora da banda. Para seu lugar, entrou Franz Sthal, que tocava com Grohl em sua antiga banda, o Scream.



Pouco antes de entrarem em estúdio para gravarem o terceiro álbum, There is Nothing Left To Lose, Franz sai da banda. Mais uma perda. Algo que estava virando comum na banda, e deixando todos muito preocupados com o futuro da banda. Assim, o álbum foi gravado apenas com Dave, Taylor, e Nate. Mais tarde, na turnê do álbum, a vaga de segundo guitarrista foi reposta com Chris Shiflett, que permanece até hoje na banda.



Chegando em 2001, em meio aos trabalhos do quarto álbum, One by One, alguns conflitos surgiram, e a banda decidiu dar uma parada. O que entre os próprios integrantes pensavam ser o fim da banda. Contudo após os shows do disco, a banda voltou com muito empenho e vontade e percebeu que daí pra frente o que havia ocorrido e passado não tinha mais como afetar a banda. Palavras dos próprios integrantes.



Em 2005, os Foo Fighters inovaram lançando um álbum duplo, o In You Honor. Sendo um disco só com músicas acústicas com participação de Norah Jones em uma das faixas. Além disso, o disco contou com um (re)lançamento  de Friend of a Friend, que fazia parte da demo Pocketwatch.
Continuando inovando, os FF também fizeram uma turnê só com as músicas acústicas. Sendo então tocadas em teatros e salas de músicas e acompanhadas de orquestra sinfônica.
Além disso, a turnê do álbum marcou a volta de Pat Smear que se mantém desde então até hoje na banda.



Em 2008 lançaram o álbum Echoes, Silence Patience and Grace, e em 2011 o álbum que para muitos críticos é considerado o melhor disco da banda, o Wasting Light.
Com ótimas faixas como White Limo, Rope, Walk, e These Days, o álbum vem com uma sonoridade amadurecida e é um dos álbuns com maior número de hits/ propensos a hits.
Gravado na garagem de Dave,com equipamentos analógicos, e com a produção de Butch Vig (produtor de bandas como NIN, Nirvana, e Smashing Pumpknis, e guitarrista do Garbage).



Agora, chegando ao Brasil com a tour do Wastig Light, e após 13 anos desde a última vinda por aqui, os Foo Fighters farão um show de deixar antigos e novos fãs (ou apenas apreciadores) com hits, e muita energia – típica de Grohl nos shows.

É esperar dia 07/04 pra ver!

Enquanto isso, vamos ouvindo Foo Fighters. Abaixo uma música de cada álbum:
Petrol CB by Foo Fighters on Grooveshark I'll Stick Around by Foo Fighters on Grooveshark My Hero by Foo Fighters on Grooveshark Generator by Foo Fighters on Grooveshark Low by Foo Fighters on Grooveshark Resolve by Foo Fighters on Grooveshark Virginia Moon by Foo Fighters on Grooveshark Pretender by Foo Fighters on Grooveshark Bridge Is Burning by Foo Fighters on Grooveshark