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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bandas Novas: Christian Samuel



Pouco se sabe sobre Christian Samuel. Sabe-se que ele é da Florida, começou suas atividades em 2009, que não tem site oficial - apenas uma fanpage e Twitter que são pouquíssimo utilizados - , possui apenas uma foto de divulgação (sendo que nem sabemos se a pessoa da foto é realmente ele), e já lançou 3 LP's e um EP. Mas o mais importante nós sabemos: seu som é excelente! Desse modo, só nos cabe lhe apresentar e falar sobre sua música. 

Christian mistura de uma maneira incrível e entorpecente o Shoegaze da raiz, aquele com wall of sound denso que nos faz viajar e imaginar ondas de guitarras distorcidas com seu Fuzz cheio de ganho, com um Noise Rock/Noise Pop também carregado com riffs pesados, crus e rasgados. Os vocais variam de acordo com a tônica das faixas, sendo hora mais melodioso e calmo, hora mais intenso, mas sem chegar ao ponto do agressivo, mantendo assim a parte suja apenas no instrumental. 

Uma pena que Christian Samuel não seja amplamente conhecido, muito pelo contrário - vide seus pouco mais de 30 likes em sua fanpage oficial. Entretanto, agora que aqui o apresentamos a você, é hora de dar o play, aumentar o volume e sair ouvindo mais um bom artista para os fãs do estilo e sair espalhando a boa nova!

Confira abaixo o stream do último disco de Christian. Para ouvir seus outros trabalhos acesse seu Bandcamp oficial.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia Mundial do Rock: A História do Rock


Chuck Berry


Dia Mundial do Rock. Apesar desse blog se chamar Indie Shoe, nada mais justo que abrir uma exceção para falar do Rock 'n' Roll, que não é apenas um estilo de música, mas que também foi/é um estilo de vida, um elemento de cultura e uma arma político-social.

Pode ser calmo, agitado, limpo, distorcido, cru, mais elaborado, cantado em inglês, português, croata ou búlgaro! O rock está aí com seus sessenta e poucos anos embalando romances, festas, viagens; passando mensagens que mudam as vidas das pessoas, que as impulsionam, que as retraem. O rock é heterogêneo, é híbrido, é VIVO!

Vamos então passar por um resumo de sua história. Do surgimento do que viria as ser chamado de rock, passando pelas décadas e suas influências e mudanças no som e até chegar à safra atual.


O começo está lá nos meados dos anos 50. O Rhythm and Blues (R&B) era o estilo que daria surgimento para o Rock. O uso mais agressivo e rebelde de usar a guitarra, que até então era tratada na calmaria pelas Big Bands, foi o início da revolução. A sociedade se deparava com um ritmo dançante e frenético das guitarras que também eram acompanhadas pelos pianos pulsantes. As famílias repugnavam o estilo novo, enquanto os rapazes colocavam suas brilhantinas, e as garotas seus vestidos e tiaras, para sair nos bailes de Rock e dançar a noite toda. 

Os artistas dessa época são até hoje tratados como os reis do rock, sendo o principal deles o Rei Elvis Presley. Mas Elvis não estava sozinho nessa, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Little Richards, Bill Haley entre outros eram os roqueiros da época e que graças a eles temos o rock! Muito obrigado!


Ainda nos anos 50, quase nos 60, temos também alguns garotos que vivam na costa oeste americana, pelos lados da Califórnia e que apreciavam um surf. Assim, decidiram trazer o rock para uma levada que tivesse mais a ver com o clima de praia, surgia assim o Surf Rock. Nomes como The Beach Boys e Dick Dale marcaram o estilo.

The Who


Como podemos perceber, os EUA tiveram gigantesca importância no surgimento do rock. E movimentos políticos e sociais não poderiam ficar de fora nessa influência. A guerra do Vietnã gerou o movimento hippie que foi influência do som dos anos 60 e acertou o rock com uma mensagem de paz e muitas drogas. Surgia assim o Rock Psicodélico, ou muitas vezes chamado de Acid Rock, que teve como Woodstock o evento que reuniu varios artistas e marcou o estilo. 

Guitarras distorcidas com solos transcendentes e letras muitas vezes com ares simbolistas marcavam o estilo que Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Cream, The Doors e Jefferson Airplane.

Nesse meio tempo, na Inglaterra o foco ainda era o rock mais do final dos anos 50 com os Beatles, ou com uma pegada mais agressiva com Rolling Stones e Kinks. Todas essas bandas só viriam a ter influências dos EUA mais adiante, como por exemplo os Beatles e a fortíssima influência do Psicodélico na segunda metade de sua carreira.

Com influências do Psicodélico os anos 70 – época de ouro do rock por conter muitos estilos diferentes e grandes bandas que marcaram a história – começavam com o Progressivo, que contava com Pink Floyd, remanecente do Psicodélico; Yes; Genesis; Emerson, Lake & Palmer entre outras bandas  por fazer um rock com um apelo ao clássico e ao jazz e que possuía músicas que eram verdadeiras óperas com seus sete, nove, quinze, vinte minutos cada. Além da longa duração das faixas, o estilo foi marcado por apresentar histórias que se iam completando pelas faixas dos discos.

Led Zeppelin


Ainda na década de ouro o Rock deu uma nova roupagem ao bom e velho Blues. Acelerando suas batidas surgia o Blues Rock que viria a influenciar no Hard Rock que marcou os anos setenta com bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, Aerosmith, ZZ Top e AC/DC.
Riffs poderosos e vocais mais técnicos sempre se viam presentes no estilo que viria a se tornar a base para o Heavy Metal. 


Esse último surgiu por volta do meio dos anos 70 (sim, ainda estamos nele. Viu como essa década é importante?) com mais força no Reino Unido. Era o Heavy Metal. O estilo apresentava um som cru com solos distorcidos, bateria bem marcante e letras mais macabras e pesadas, o que fez muitos terem aversão a esse estilo. O que não deixa de ser uma atitude errônea de generalizar e estereotipar. Os pioneiros do Hevy Metal foram Black Sabbath, Motörhead, Judas Priest e o Rainbow
O Metal com o passar do tempo foi ganhando suas ramifiações sendo o Metal Melódico e o Trash Metal os mais conhecidos comercialmente.

Black Sabbath na formação que já contava com Ozzy Osbourne


Paralelamente ao Heavy Metal, mais precisamente em 1977 o rock borbulhava com a rebeldia, críticas e atitude do Punk. Com discussões que permeiam até hoje sobre quem foi o difusor do estilo, se Ramones (EUA) ou Sex Pistols (UK), o Punk marcou o final da década de 70 em meio a uma criação de um estilo de vida, de pensamentos e de se vestir. Na música a simplicidade era o que prevalecia, muitas vezes pelos próprios integrantes não terem a mínima noção de música. Três acordes, ausência de solos, bateria repetitiva e minimalista e músicas sem passar de dois minutos de duração. Essa era a fómula pro Punk que mais pra frente iria influenciar o Hardcore.

O Punk perdurou pelo início dos anos 80 ainda mantendo o paralelo com o Metal. Enquanto o Punk ganhava influências do Rock se tornando o Punk Rock, algo menos agressivo e politizado, o Metal ganhava plumas e glitter: era o Glam Metal com bandas como Twisted Sisters Poison, Motley Crue,Van Halen e Skid Row; e o Glam Rock com David Bowie, T. Rex, Queen e KISS  entre outras apresentavam um visual chamativo. Perucas, maquiagem pesada e roupas espalhafatosas o que passava um ar artístico e teatral para as apresentações.

Joy Division


No meio pro final da década de 80, o Punk perdia força e dava-se início ao Post-Punk, que tratava-se de um ramo de diversos estilos: Shoegaze, Gótico, New Wave, etc. Ao contrário da agressividade do Punk, surgiam um estilo mais intimista. Guitarras mais sublimes e com efeitos ecoantes, letras mais depressivas e linhas de baixo bem presentes marcavam o estilo que The Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, The Cure, Ride, Bauhaus, Siouxsie and the Banshees, Joy Division, Depeche Mode entre outras bandas.

Ainda no final dos anos 80 o Electropop veio com força e trouxe elementos eletrônicos para o rock e que nos fez ter bandas como Devo, Gary Numan, Duran Duran e New Order.

Nirvana



Chegando  no final dos anos 80 e começo dos anos 90, em meio a muita música pop nas televisões, surgiam dos estilos que viriam trazer de volta o rock ao mainstream: o Grunge e o Noise Rock.

Nirvana, Soundgarden, Alice in Chains, Stone Temple Pilots e L7 pelo primeiro grupo e Dinosaur Jr. Sonic Youth e Pixies pelo segundo trouxeram a explosão jovem através de baixos pesados e guitarras “maltratadas” em meio a muita distorção, fuzz, e reverbs.

Ainda nos 90, outro estilo tomou o foco que o dois estilos anteriores possuíam – foi o Britpop. Mais levado pro lado do Pop Rock, bem menos intenso que o Grunge e o Noise Rock o estilo ganhou apreço das gravadoras e emissoras de televisão. Oasis, Blur, Suede, Pulp, Stone Roses entre outras bandas – todas britânicas, daí o nome do estilo – foram as que marcaram o Britpop, que atravessou os anos 90 até o seu final com força bem relevante. 

The White Stripes


Eis que chegamos aos anos 2000. Pode se dizer que essa década foi responsável por ter várias bandas que garimparam o que teve de melhor nas décadas passada e adicionando suas visões e fazendo um som novo mas com cara de revival. Mas, não podemos deixar de citar o Indie Rock e o Garage Rock. Estilos que trouxeram a essência do rock com guitarras simples e letras falando sobre a vida jovem. The Strokes, Arctic Monkeys, The Hives, The Vines, The White Stripes podem ser consideradas as bandas que deram início nessa reafrimação da retomada do rock para a mídia, que já havia começado, como dito anteriormente, nos anos 90.

Com isso terminamos o resumo da história do rock. Mas um resumo de momento, pois o rock é inconstante, é vivo e nunca vai parar, nunca vai deixar de estar presente nos ouvidos mundo afora por quê o rock nunca vai morrer!




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Nova Demo do Ringo Deathstarr

Confira agora mais uma música que estará no novo álbum da (ótima) banda de shoegaze/noise pop. 
Aproveite e baixe, por que eles liberaram o download de graça.


domingo, 18 de março de 2012

Resenha: Show Black Cold Bottles @ Estúdio NiMBUS



Na noite dessa sexta-feira, no estúdio NiMBUS, localizado no bairro da Lapa em São Paulo, um som de qualidade ecoava pelas paredes com isolamentos acústicos do estúdio.

Com overdrive, phaser, e fuzz, as guitarras tintilavam e fritavam. Com um groove envolvente, o baixo dava nós na alma dos presentes, enquanto  a bateria injetava adrenalina pulsante, oras raivosa, ora sublime.
Eram os quatro integrantes da banda de som shoegaze, indie, blues rock, noise rock , e acima de tudo, bom, chamada Black Cold Bottles.




Com pouco mais de uma hora de duração, doze faixas tocadas – sendo uma delas um cover rearranjado de Transmission do Joy Division – a banda mostrou para o público que sabem mostrar rock n’ roll também ao vivo.

Com uma boa ordem de set list, a banda soube colocar as músicas mais intimistas no início do show, trazendo o público pra dentro do show, e aos poucos evoluindo colocando músicas mais agitadas e agressivas quando então o público já estava tomado pelo ambiente da Black Cold Bottles.

Poucas palavras e muito rock. Foi assim o show da BCB. Apresentaram muito bem o repertório que até então não era conhecido pelo EP (Confira aqui a resenha do EP ) que possui apenas 5 faixas. Músicas ão boas quanto as que apresentaram no compacto de estréia.


Que venha o LP!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Revelação do Ano

Com um pouco de anos 80 com o shoegaze, um pouco de noise dos anos 90. É assim que se forma o som da banda que foi a Revelação do Ano de 2011. Surgido em 2009 em Londres, composto por Daniel e Max(vindos da banda Cajun Dance Party), Mariko, Jonny, e Illana no apoio vocal, o Yuck  chegou com tudo no ano de 2011. Lançou o seu primeiro LP, homônimo,  em fevereiro  e conquistou as críticas e públicos. Desde os mais saudosistas que enxergaram o Sonic Youth e o Dinosaur Jr. (e estão corretos), quanto os que procuram por novidade, encontrando um som muito bem composto pelo quarteto/quinteto.

                                                 

Como dito, o Yuck possui fortes influências de bandas de noise rock do final dos anos 80 e começo dos 90, como o Sonic Youth, como pode ser notado nas faixas Get Away, e Holling Out.

Com guitarras distorcidas ao máximo, e com rapidez enfurecida, essas faixas trazem também letras para serem cantadas juntas enquanto se entra no espírito noise pop.

Além dessas influências, a banda possui tendências de shoegaze como as de My Bloody Valentine e Slowdive, bem perceptíveis em Stutter e Suicide Policeman. Músicas para se ouvir, relaxar, e viajar junto.

Na verdade, o álbum também nos apresenta outro lado musical além desses dois citados, o do dream pop percebido, em Shook Down, e Georgia, que foi o primeiro single lançado pela banda ainda em 2010 e que já fazia o público esperar por mais material da banda.

Com tanta ânsia por novidades já em 2010, não era de se esperar menos, 2011 foi o ano para o Yuck. Aparição em várias listas de álbuns do ano de blogs e revistas, agenda lotada para shows em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil.

Sim, eles tocaram aqui no Brasil em junho no Puma Social Club #3 em São Paulo. Porém, o evento foi restrito para convidados e até mesmo pouquíssimo divulgado e coberto por blogs e revistas. A expectativa é de que eles retornem sim para cá em 2012. Basta acharem uma brecha na apertada agenda.

É por trazer de volta o melhor do shoegaze e do noise rock/pop, e misturar com o dream pop, fazer um excelente álbum de estréia aguardado por alguns - mas que agora adorado por vários - e por isso ser apenas o começo, para o que tudo indica, uma ótima carreira já para se começar em 2012, é que o Yuck é a Revelação do Ano!