sábado, 20 de abril de 2013

Discoteca Indie Shoe: Pavement - Slanted and Enchanted (1992)



Às vésperas de Stephen Malkmus chegar ao Brasil para sua mini tour, o primeiro disco de sua originária banda faz aniversário e atinge a sua maioridade plena. Slanted and Enchanted, do Pavement, faz hoje, dia 20 de Abril, 21 anos de existência e de muita importância no cenário do Rock, principalmente do alternativo e independente. Tido como influência para diversas bandas que começaram a se formar nos anos finais da década de 90, o álbum se mostra atemporal e ainda com extrema relevância.

Produzido de maneira independente e lançado pela lendária Matador Records, o disco trazia em si a essência do DIY (Do It Yourself/Faça Você Mesmo) e fincava, juntamente à outras bandas como Dinosaur Jr. e Pixies, o que viría a ser conhecido como Rock Alternativo: guitarras distorcidas, fuzz, vocal mais despojado e influência do Rock inglês do final dos anos 70 e meio de 80, trabalhando bem o equilíbrio entre a intensidade e a harmonia entre melodias e gritos. 

Slanted and Enchanted é com certeza uma discografia obrigatória para se compreender a cena independente do Rock, tanto coletivamente quanto isoladamente garimpando por suas 14 faixas. Seu single Summer Babe - que abre a obra - figura até hoje nas listas de melhores canções dos anos 90 e até mesmo de todos os tempos. Trigger Cut - seu outro single - e Conduit for Sale! são exemplos de como se fazer um som sujo e garageiro. E assim o disco segue, sempre com boas canções e nos dando uma aula. Notas máximas e nomeações à listas é o que não faltaram para a obra. 

Se para o mundo da música o álbum foi importante, o mesmo também teve sua relevância para a própria banda. Foi em meio à essa época em que o Pavement achou-se como unidade, primeiro agregando Mark Ibold ao baixo e Gary Young à bateria - após os anos três anos só com vocais e guitarras - e em seguida com a saída de Young ao final da turnê de Slanted and Enchanted e entrada Steve West, fechando assim a formação definitiva da banda. 

Após mais de uma década, a obra se mostra importante até hoje, seja aparecendo nos iPods de alguns jovens, nas discussões a cerca da música independente, na presença em trilha sonora de filme (com Here no filme As Vantagens de Ser Invisível [2012]) e na demanda que se observa com a turnê de seu líder Stepehen Malkmus. Algumas peças artísticas nem são pensadas e trabalhadas para serem representativas ou geniais, e muitas vezes por essa despreocupação é que assim se tornam, e Slanted and Enchanted é um bom exemplo disso.



Clipe Novo: Is Tropical - Dancing Anymore

Depois de gerar polêmicas ao lançar o clipe de The Greeks, no qual crianças brincam com armas de brinquedo e se tem sangue virtual para todo o lado, os ingelses mascarados do Is Tropical voltam a causar polêmica e com a versão visual do novo single Dancing Anymore.

A história se passa em uma mansão, onde um jovem adolescente é contratado para limpar a piscina. Porém, encantado com a dona do casarão, digamos que ele "se diverte sozinho" fantasiando com a bela mulher. Nisso, mulheres em computação gráfica, até certo ponto meio grotescas e talvez essa seja a intenção gerando um ar jocoso, aparece na imaginação do garoto. O vídeo inclusive já foi retirado do YouTube e só está disponível através do Viemo - que é sempre mais flexível. 

Confira o clipe:



sábado, 13 de abril de 2013

Resenha: The Outside Dog - Outros Caminhos - Parte I



É sempre bom ter um disco Folk/Folk Rock ali na nossa prateleira, para entrarmos no clima, hora dançante hora introspectivo que o o estilo tem. Numa audição, as canções caipiras, muitas vezes com toques urbanos, vão nos levando para caminhos onde nos vemos apenas seguindo em frente com nossa trouxinha de roupas e um violão nas costas. É assim que podemos ilustrar a primeira, de três partes, de Outros Caminhos, da banda paulistana The Outside Dog, que também está seguindo seus novos passos. 

Algumas, mais precisamente duas, mudanças aconteceram desde os trabalhos anteriores. A primeira mudança foi a entrada de Rafael Elfe, somando-se como o quinto elemento do grupo, e consigo trouxe uma carga mais poética às letras da banda, agregando ainda mais valor nas composições das mesmas. A segunda novidade é a mudança da língua. Se antes já nos envolvíamos com as canções em inglês, agora, em nossa língua mãe, as letras nos dão maior grau de proximidade e interação, resultando em uma experiência ainda mais próximas entre artista e ouvinte. 

Sobre o disco em si, Outro Caminhos - Parte I, chega como um compacto de quatro faixas, onde as duas primeiras puderam ser ouvidas antecipadamente pelo público que compareceu à 4ª Edição do All Folks Fest, festival o qual a The Outside Dog é a anfitriã. A primeira delas é Contramão que se incia já com destaque para gaita de Ciro, colocando o ouvinte pra dançar e bater sua bota no chão. A letra passa a mensagem de alerta, de não ser um alienado que segue a maioria, e que devemos ir sim, muitas vezes, na contramão do que nos é colocado e imposto como o - olha ele aqui mais uma vez- caminho correto. 

A segunda faixa, Dias de Chuva,  vem com temática amorosa e um refrão triste em questão de significado, mas belo na questão poética, que diz "Sem você aqui/A vida é mesmo um longo dia de chuva/E quando o sol voltar/ Espero que não seja por um dia", e é marcado por uma boa carga Pop na medida, e desse jeito a canção se mostra como uma das mais bonitas de todo o repertório da The Outside Dog.

A seguir temos um Country/Folk Rock com Esperança, que, alem dos violões, baixo, bateria e gaita, é executada com a presença de um acordeon, que fica a carga de Bruno Orefice em uma participação especial. Encerrando a obra, chega É Preciso Lutar. Faixa interessante que se inicia com uma carga blueseira mais densa, se apresentando até sua metade apenas no violão e na voz de Pedro Gama, dando a seguir um pico energético na canção e logo após retornando para o clima reflexivo que a letra, que nos fala sobre a luta que enfrentamos na nossas vidas, requisita. 

Ao final, com o som do vento ecoando no encerramento da última faixa, fica ao ouvinte o convite de colocar o seu violão nas costas e caminhar com a The Outside Dog pela estrada de terra batida, rumo ao caminho dos próximos dois EPs da trilogia.








quinta-feira, 4 de abril de 2013

Resenha: The Strokes - Comedown Machine




Pois é, muitos já falaram de Comedown Machine, novo disco do Strokes. Várias resenhas saíram e o assunto pode ter até ficado pra trás. Acabei ficando sem tempo para fazer a do Indie Shoe e sei que escrevê-la agora vai soar mais do mesmo, por quê, afinal, diversas visões já foram expostas sobre o álbum. Entretanto, ainda sinto vontade de dar minha opinião sobre o mesmo. Então bora lá!



O primeiro contato que tive com o álbum, e acredito que foi o mesmo que todos tiveram, foi com o stream do primeiro single, One Way Trigger, e a reação de quase todos foi a de espanto e surpresa. A esperança do Strokes voltar a ser aquele de Is This It desmanchava, e víamos um Strokes nos moldes de Angles, inclusive ainda mais "breguinha" digamos assim. Por essas bandas, as comparações com o tecnobrega foram imediatas (na gringa a comparação foi o som do A-ha) e isso virou motivo de piada, inclusive com a criação de um clipe utilizando imagens da Carreta Furacão. Não vou negar que no começo não gostei da música. e ameacei "desistir da banda". Entretanto, com o passar do tempo, sem ficar pensando que era Strokes, ou jogar responsabilidade na composição, percebi que One Way Trigger era bem divertida, e o clipe-sátira ajudava. Pouco tempo depois foi lançado o segundo single, All The Time, e a expectativa dos fãs em rever o Strokes  Indie Rock voltou a ganhar vida. A faixa não deixa a desejar para outras como Someday e Hard to Explain, com guitarras secas e a bateria dinâmica e rápida, assim como o vocal de Julian. 

Com apenas duas faixas liberadas, ficava a dúvida meio a meio: para que lado a banda iria caminhar no novo álbum? No final das contas, ficaram com um pé cá, outro lá, e um braço perdido por aí. Acabou que  Comedown Machine veio até certo ponto melhor (ou menos pior) que Angles - disco que nem os próprios integrantes gostam. e vimos um Strokes ainda passeando pelos anos 80, com um som meio Rock meio Synthpop. Vemos isso em 80's Comedown Machine, onde Casablancas  aparece com um vocal meio sintetizado e que remete ao estilo Angles de ser. Entretanto, a parte instrumental se caira para o lado Rock da década e se mostra uma boa faixa pelo padrão do disco, e que ganha destaque apenas por estar eno universo Comedown Machine, por que, fora dele, e se fosse em um outro disco da banda, provavelmente não levantaria euforia no ouvinte.

Senti que 50/50 soa como Ask Me Anything, mas numa versão sintetizada. Onde lá era um órgão, aqui vemos o som sintetizado. Se era para parecer com algo de discos anteriores, essa faixa e All The Time foram as que mais se aproximaram, mesmo que essa não seja o nível Rock desejado, já tínhamos uma nos mesmos moldes de First Impressions of Earth. E o disco vai indo assim, coeso dentro de seu mundo. Mas, se analisado pensando em ser um disco de um banda que era caracterizada pelo seu som que deu um respiro no Rock no início de 2000. em meio ao mar Pop comercial, e que passava quase sempre bons riffs de guitarra, ele se mostra meio perdido. 

Fechando a obra temos Call It Fate Call It Karma.  Um Jazz Piano que parece fisgado dos tempos áureos da rádio dos anos 30 e 40 e que soa como uma faixa escondida, daquelas que ficam ali, sem nome na tracklist, mas aparecem com um ar de gracejo após uns minutos de silêncio da última do álbum. Meio perdida, e com uns falsetes estranhos, que Julian pelo jeito gostou de experimentar, ela encerra a obra e com um ponto de interrogação e deixa o ouvinte ainda mais perdido. 

É notório que a banda, já a um tempo, está numa fase de experimentação, e isso é totalmente válido e deve ser aceito pelo ouvinte. O artista tem total liberdade para compor do jeito que ele se sente e tem vontade. Lógico que a resposta do fã é importante e sua opinião deve ter atenção, mas, se ater apenas a esse parâmetro é limitar a arte. Um belo exemplo (guardando todas as possíveis proporções) pode ser visto com os Beatles, que deixaram de ser os garotos de cabelos arrumadinhos e terninhos engomados para os psicodélicos e até mesmo hippies. A arte ela é inconstante e deve ser assim, provocativa e libertária. 

Se o resultado não agradar, nem ao público nem ao artista, isso fica como uma avaliação posterior por parte deste, onde se deve ponderar se não é melhor retornar para a sua zona de conforto ou então experimentar algo diferente do que foi tentado. Angles e Comedown Machine saíram um atrás do outro, quase sem respirar, e o resultado não foi muito agradável. Talvez seja melhor sentar, parar um pouco e reorganizar a casa,  mesmo que seja para continuar com esse som mais diferente do seu habitual, mas que pelo menos seja feito com mais calma,  e assim tenha um resultado mais redondo. Sabemos que o quinteto consegue fazer isso. 





quarta-feira, 20 de março de 2013

Bandas Novas: Nino & The Otter



Doçura e simplicidade. É assim que podemos descrever o encantador som do duo carioca Nino & The Otter.

A dupla é formada por Beatriz e Leonardo, dois amigos que se conheceram através da música, e viram nela um método de se divertirem através de letra e melodia. Com o tempo foram levando suas composições adiante e assim forma-se o projeto Nino & The Otter. Metade do nome foi dado em razão do nome de um personagem de um filme adorados por ambos, Nino de  Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain. A outra parte veio do gosto de Beatriz pelas lontras, com as quais teve contato ao fazer uma viagem à Lisboa, e se encantou à primeira vista pelos bichinhos.

Em 2011 foram gravadas as primeiras demos, e assim começava a divulgação, até então despretensiosa, pela internet. Pouco a pouco a dupla foi sendo descoberta e ganhava os primeiros fãs, que pediam por mais músicas e primeiros shows. O primeiro disco, Forever Always Ends, foi lançado em 2012 e totalmente produzido e gravado de maneira independente. Beatriz e Leonardo agora trabalham na faixa bônus Pra te Levar Aonde Eu For a qual será regravada e ganhará videoclipe que será filmado em terras alemãs.

O estilo da dupla é um Folk Pop que nos remete ao som de Moldy Peaches e Antsy Pants, um som doce, descontraído e ingênuo que transforma o momento do ouvinte em algo sublime e tranquilo deixando qualquer situação aconchegante. Tudo isso nos é passado através de violões, gaita, kazoo, xilofone e escaleta. Basta dar o play para nos livrarmos por pelos menos alguns minutos do stress do dia-a-dia e nos sentir em de um ambiente rodeado de papel de parece decorado e cheio de memórias lúdica em um encontro com nossos sentimentos mais puros.


Confira abaixo o disco Forever Always Ends retirado do Soundcloud oficial do Nino & The Otter. Você também pode baixá-lo gratuitamente, e com o consentimento da dupla, através desse link fornecido por eles

segunda-feira, 11 de março de 2013

Aquecimento: Paul Banks em São Paulo

Foto: Ibero 90.9

Como dito anteriormente por aqui, Paul Banks está chegando em terras paulistanas através do sistema de crowdfunding feito pela Paybook em parceria com o Club NME Brasil e Jack Daniel's. Nessa quinta-feira (14/03) o músico irá se apresentar no Cine Joia, e promete entoar seu vocal inconfundível pelas caixas de som da casa. 

Desde 1997 com o Interpol - que se encontra em hiato desde 2011- Paul começou sua em carreira solo em 2009, ao lançar seu primeiro álbum, Julian Plenti Is.... Skyscraper, onde Julian Plenti era o seu pseudônimo utilizado nos primeiros momentos da carreira solo. Mais tarde, em 2012, viria a se livrar desse nome e adotaria o verdadeiro, inclusive o colocando como nome do segundo álbum, Banks, lançado no mesmo ano. 

Ainda carregando um pouco da alma Post Punk do Interpol, seu projeto solo acrescenta alguns elementos eletrônicos e até mesmo faixas com presença de violão, tornando esse seu projeto paralelo uma adição tanto ao repertório do músico quanto ao da biblioteca musical dos fãs da banda. 

A promessa é de um show com um clima intimista mas ao mesmo tempo contagiante, seja para os fãs de Interpol que terão a chance de rever um pedaço de sua banda favorita e de quebra curtir as músicas da fase solo de Paul Banks, assim como para os que ficarão hipnotizados ao entrar em contato pela primeira vez com as presentes linhas de baixo e o vocal encorpado de Banks. Por um lado ou pelo outro, promessa de bom show.


Serviço:

Club NME apresenta Paul Banks
Data: 14 de março de 2013, quinta-feira
Abertura da casa: 21h
Início das apresentações: 22h
Valor de bilheteria: R$ 160 inteira / R$ 80,00 meia
Onde comprar: http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=25905
Pontos de venda sem taxa de conveniência:
- Bilheteria do Cine Joia
- Bilheteria do Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1.024 – Perdizes). Horário de Atendimento: Terça a Sábado, das 14h às 19h, e domingo, das 14h às 18h.
Demais pontos de vendahttp://www.ingressorapido.com.br/PontosVenda.aspx
Informações: www.clubnme.com.br/paulbanks e www.playbook.com.br
Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Sé)
Proibida a entrada de menores de 18 anos.






sexta-feira, 8 de março de 2013

Resenha: Kate Nash - Girl Talk



Se você está conhecendo Kate Nash apenas agora em Girl Talk (o que acho muito improvável) terá talvez uma dificuldade em entender a análise feita com relação à diferença para os seus trabalhos anteriores. Mas, se você já conhecia a moça da época na qual ela cantava Foundations, Do-Wah-Doo e The Nicest Thing, vai facilmente notar que Kate não é a mais a doce garota de vestido colorido e músicas fofas. Agora, com seu cabelo com mechas, voz raivosa, e baixo pichado com caneta e lotado de adesivos, Kate aparece como um típica Riot Grrl, digna de Vivian Girls e Dum Dum Girls.

A “nova” Kate parece uma garota passando pelos momentos mais conturbados e conflitantes de sua vida: a adolescência. Mudanças físicas e hormonais, alteração de comportamento e personalidade, entrada na vida adulta, primeiros romances, primeiras responsabilidades, tudo isso sendo passado para um diário que varia entre páginas rabiscadas com ódio e raiva e outras com corações e colagem de fotos do garoto da escola e das amigas. O momento de rebeldia começa a florescer. A(O) garota(o) ganha sua primeira guitarra - no caso de Kate um baixo - e começa a colocar todos os seus conflitos e amores em forma de som. Entretanto, visto que sua mente é um completo mix de sentimentos, o resultado são faixas heterogêneas. Para Kate Nash notamos claramente isso em seu novo disco ao observarmos músicas dessa “nova fase”, que são mais densas e raivosas, mas também com presença de outras faixas que nos remetem ao seu passado fofo e colorido.

Dessa nova fase observamos faixas como Death Proof, Sister, All Talk, Rap For Rejection, que passam além de um instrumental sujo e pesado, letras que expressam o mesmo sentimento da música com temáticas de ódio, raiva, indignação, repúdio e conflitos. Na última citada a letra aparece com uma mensagem anti-sexismo ao dizer, em tradução literal, “Você me acha feia/Yeah, conte para seus amigos/Como você nunca transou comigo/Você tá tentando me dizer que sexismo não existe?/Se isso não existe, então que porra é essa?”. Esse lado feminista/Riot Grrl fica ainda mais claro e explícito em  I'm A Feminist You're Still A Whore, mas essa faixa ficou de fora do álbum.

Como dito, Kate Nash ainda está com um pé de converse sujo e com um pé de sandália Melissa no outro, mesma que às vezes com uma pontinha de terra nela. Sua dose de Indie Pop cute ainda aparece em Girl Talk, seja em OMYGOD! onde ela diz sobre sentir saudades de um garoto, em You're So Cool, I'm So Freaky, onde se coloca rebaixada perante o garoto legal sendo ela estranha, e em  3A.M onde faz uma declaração meiguinha dizendo “"Eu quero seguir em frente mas estou com medo/Sofro de ansiedade/Eu não quero ficar sozinha!/Você, eu quero ficar com/Você". O álbum termina com Lullaby For A Insomaniac, faixa a capela e com letra e melodia bem intimista e que ganha instrumental epopéico e clássico ao final, dando um fechamento extremamente lindo ao disco. As interpretações desse final podem ser várias, uma delas pode ser a de um nascimento, de um surgimento de algo novo.  

Mesmo já com seus 25 anos, Kate Nash se apresenta nessa sua nova fase como uma garota de 15 vivendo seus conflitos internos e exteriorizando-os da forma que encontrou no caso a música. Sabemos que Kate não está passando por conflitos existenciais da adolescência, claro que não. Entretanto a cantora está passando por um momento de transição em sua carreira, na qual, aparentemente, está se desligando do som doce e angelical de seus trabalhos anteriores e está mergulhando em algo mais encorpado e denso. Agora nos resta esperar Kate “chegar aos seus 18 ou 20 anos” para vermos qual caminho ela tomou para si.

NOTA: 3,5/5,0