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sábado, 13 de abril de 2013

Resenha: The Outside Dog - Outros Caminhos - Parte I



É sempre bom ter um disco Folk/Folk Rock ali na nossa prateleira, para entrarmos no clima, hora dançante hora introspectivo que o o estilo tem. Numa audição, as canções caipiras, muitas vezes com toques urbanos, vão nos levando para caminhos onde nos vemos apenas seguindo em frente com nossa trouxinha de roupas e um violão nas costas. É assim que podemos ilustrar a primeira, de três partes, de Outros Caminhos, da banda paulistana The Outside Dog, que também está seguindo seus novos passos. 

Algumas, mais precisamente duas, mudanças aconteceram desde os trabalhos anteriores. A primeira mudança foi a entrada de Rafael Elfe, somando-se como o quinto elemento do grupo, e consigo trouxe uma carga mais poética às letras da banda, agregando ainda mais valor nas composições das mesmas. A segunda novidade é a mudança da língua. Se antes já nos envolvíamos com as canções em inglês, agora, em nossa língua mãe, as letras nos dão maior grau de proximidade e interação, resultando em uma experiência ainda mais próximas entre artista e ouvinte. 

Sobre o disco em si, Outro Caminhos - Parte I, chega como um compacto de quatro faixas, onde as duas primeiras puderam ser ouvidas antecipadamente pelo público que compareceu à 4ª Edição do All Folks Fest, festival o qual a The Outside Dog é a anfitriã. A primeira delas é Contramão que se incia já com destaque para gaita de Ciro, colocando o ouvinte pra dançar e bater sua bota no chão. A letra passa a mensagem de alerta, de não ser um alienado que segue a maioria, e que devemos ir sim, muitas vezes, na contramão do que nos é colocado e imposto como o - olha ele aqui mais uma vez- caminho correto. 

A segunda faixa, Dias de Chuva,  vem com temática amorosa e um refrão triste em questão de significado, mas belo na questão poética, que diz "Sem você aqui/A vida é mesmo um longo dia de chuva/E quando o sol voltar/ Espero que não seja por um dia", e é marcado por uma boa carga Pop na medida, e desse jeito a canção se mostra como uma das mais bonitas de todo o repertório da The Outside Dog.

A seguir temos um Country/Folk Rock com Esperança, que, alem dos violões, baixo, bateria e gaita, é executada com a presença de um acordeon, que fica a carga de Bruno Orefice em uma participação especial. Encerrando a obra, chega É Preciso Lutar. Faixa interessante que se inicia com uma carga blueseira mais densa, se apresentando até sua metade apenas no violão e na voz de Pedro Gama, dando a seguir um pico energético na canção e logo após retornando para o clima reflexivo que a letra, que nos fala sobre a luta que enfrentamos na nossas vidas, requisita. 

Ao final, com o som do vento ecoando no encerramento da última faixa, fica ao ouvinte o convite de colocar o seu violão nas costas e caminhar com a The Outside Dog pela estrada de terra batida, rumo ao caminho dos próximos dois EPs da trilogia.








sexta-feira, 13 de abril de 2012

Bandas Novas: Black Cold Bottles



Banda nova já falada por aqui, seja em resenha de show quanto resenha do EP -  o qual está disponível para download e por isso este post.

Baixe aqui o primeiro material dessa banda que mistura um shoegaze com indie rock. Aproveita que é bom e de graça!


quinta-feira, 29 de março de 2012

Playlist: Veroz - Maglore

Nesta terça-feira (03/04) teremos show da Maglore no Studio SP da Baixa Augusta e de graça.
Mais informações aqui

Enquanto terça não chega, ouça na íntegra o álbum Veroz dessa banda baiana que já tá conquistando o Brasil todo!


domingo, 18 de março de 2012

Resenha: Show Black Cold Bottles @ Estúdio NiMBUS



Na noite dessa sexta-feira, no estúdio NiMBUS, localizado no bairro da Lapa em São Paulo, um som de qualidade ecoava pelas paredes com isolamentos acústicos do estúdio.

Com overdrive, phaser, e fuzz, as guitarras tintilavam e fritavam. Com um groove envolvente, o baixo dava nós na alma dos presentes, enquanto  a bateria injetava adrenalina pulsante, oras raivosa, ora sublime.
Eram os quatro integrantes da banda de som shoegaze, indie, blues rock, noise rock , e acima de tudo, bom, chamada Black Cold Bottles.




Com pouco mais de uma hora de duração, doze faixas tocadas – sendo uma delas um cover rearranjado de Transmission do Joy Division – a banda mostrou para o público que sabem mostrar rock n’ roll também ao vivo.

Com uma boa ordem de set list, a banda soube colocar as músicas mais intimistas no início do show, trazendo o público pra dentro do show, e aos poucos evoluindo colocando músicas mais agitadas e agressivas quando então o público já estava tomado pelo ambiente da Black Cold Bottles.

Poucas palavras e muito rock. Foi assim o show da BCB. Apresentaram muito bem o repertório que até então não era conhecido pelo EP (Confira aqui a resenha do EP ) que possui apenas 5 faixas. Músicas ão boas quanto as que apresentaram no compacto de estréia.


Que venha o LP!

sexta-feira, 16 de março de 2012

TOP 10 Brazucas

SIM! Temos coisas boas rolando aqui no Brasil!!!!!

Bom, este pot é em parceria com o @TockumRock

Daí decidimos fazer assim. Escolheríamos 5 bandas que nós dois concordássemos, e depois cada um faria um top 5 próprio, que fosse mais pelo gosto de cada um e do público de nossos blogs.

Espero que gostem!

Aproveite e visite o blog do Tock Um Rock para ver o TOP 5 dele!


TOP 5 (Indie Shoe e Tock um Rock) 


Vivendo do Ócio

Essa banda baiana já chegou longe e pretende chegar muito mais se depender do ânimo resultante desse ócio criativo. Com um récem álbum lançado/vazado, a Vivendo do Ócio evolui a cada dia. Como diria Marcelo D2 "eles estão atrás da batida perfeita", no caso, da distorção perfeita. 

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Vespas Mandarinas

O objetivo das Vespas é simples: fazer hits. Inspirados em artistas brasileiros da década de 80 como Titãs, Paralamas do Sucesso e Lobão, a banda é formada por Chuck Hipolitho e Thadeu Meneghini nas guitarras e vocais, além dos Sugar Kanes Flávio Guarnieri e André Dea, no baixo e na bateria, respectivamente. A banda irá gravar o primeiro álbum esse ano com a produção de Rafael Ramos. É esperar pra ver!

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Maglore: Com um estilo parecido com Los Hermanos, esse quarteto baiano participoiu de vários desafios e festivais, sempre muito bem classificado. Tocou no Festival de Verão de Salvador mostrando que tem sim rock em terras de axé, assim como seus conterâneos da Vivendo do Ócio.

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Black Drawing Chalks

Essa banda de designers já tocou no SWU e agora vê os resultados chegando cada vez mais rápido. Selecionados para tocar no Lollapalooza Brasil 2012, a banda goiana promete ligar a distorção e tocar bem alto esse stoner rock de qualidade.

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Selvagens a Procura de Lei

Quem disse que em Fortaleza não existe rock? 
Vi um show dos caras aqui em São Paulo, quando eles abriram para a Vivendo do Ócio. A pegada indie rock dos caras é animal! Com letras e melodias em sincronia, os SPDL acharam a fórmula e conseguiram uma vaga no Festival Planeta Terra 2011, que teve a ilustre presença dos Strokes.

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TOP 5 (Indie Shoe)

Sabonetes: Banda curitibana de indie rock,  que apesar de ter sido formada em 2004, surgiu para o cenário recentemente, em 2010, com o lançamento do álbum homônimo à banda. Recentemente tocou no SWU 2011, e fez parceria com A Banda Mais Bonita da Cidade.

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Cambriana:  Com um som que mistura indie pop e chillwave, os goianos da Cambriana acabaram de lançar o primeiro álbum da banda: House of Tolerance. Aposta para 2012!

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Cícero:  Misturando indie folk com MPB, Cícero ganhou espaço em 2011. Produzindo três festas alternativas no Rio de Janeiro, e tocando cover de Strokes e Björk no Beco em São Paulo, Cícero vai ganhando as noites (além de ganhar os ouvidos da galera) Brasil afora.

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Tiê: Música “cute”, assim como ela. Tiê nos traz uma MPB revisistada,não careta, ao juntar o folk ao estilo. Seu primeiro álbum lançado foi em 2009 com o nome de Sweet Jardim. Ano passado teve boa participação nas mídias nacionais.

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Copacabana Club: Banda antiga de praça, mas que só foi lançar seu primeiro álbum ano passado, o Tropical Splash.  Antes do lançamento fazia sucesso com os singles Just Do It e Kings of The Night, conquistando as pistas do Brasil e de fora com o seu “indiepopeletrônico”.

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Resenha: Neander (Black Cold Bottles)

                                                 

Estreando com o EP Neander, os paulistas do Black Cold Bottles chegam com um som shoegaze, indie/rock, e com um pouco de blues rock. Horas com o vocal masculino, horas com o vocal feminino, as faixas vão se tornando dinâmicas sempre mantendo o bom nível musical tanto técnico quanto para os ouvidos.

 

Influenciados por bandas como White Stripes, Black Rebel Motorcycle Club, e Red Hot Chili Peppers – como dito pelos próprios integrantes –, a banda consegue extrair bem o que há de bom em suas influências ao ponto de criar um som próprio de muita qualidade.

Primeiros passos de uma ótima banda do cenário nacional que tem tudo para dar certo. Olhos e ouvidos neles!

 

Análise das faixas

  

  • Black Heart: num clima de progressivo, à la Pink Floyd, a faixa vai te levando de maneira intimista até o refrão de vocal setentista, que com um uníssono vocal eleva a canção.Detalhe para o original solo de escaleta.

 

  • Light-Minded Love Song : a mais shoegaze de todas as faixas. Vocal levemente soturno com riffs distorcidos e graves de guitarra que se repetem pela música toda. Mais à frente, se somam com a bateria e outra guitarra trazendo mais força à música. Depois se acalma novamente para finalizar a faixa. Seguindo as principais referências do estilo.

 

  • Cloudy Morning Blues: Guitarras distorcidas levemente palhetadas e um vocal feminino suaves no início e que explodem ao fim da faixa, sabendo dosar entre o sublime e o agressivo do rock n roll.

  

  • Surgery Intervention: Com bons riffs de blues rock, a faixa conta mais uma vez com vocal feminino. Mostra que com simplicidade também se faz boas músicas.

 

  • Silica: O forte da faixa é o swing da linha de baixo que acompanha boa parte da faixa que, é completado com uma guitarra e um refrão exaltado, dando um ótimo contraste.

 

Ouça o EP pelo Soundcloud da banda: Neander

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