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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bandas Novas: Christian Samuel



Pouco se sabe sobre Christian Samuel. Sabe-se que ele é da Florida, começou suas atividades em 2009, que não tem site oficial - apenas uma fanpage e Twitter que são pouquíssimo utilizados - , possui apenas uma foto de divulgação (sendo que nem sabemos se a pessoa da foto é realmente ele), e já lançou 3 LP's e um EP. Mas o mais importante nós sabemos: seu som é excelente! Desse modo, só nos cabe lhe apresentar e falar sobre sua música. 

Christian mistura de uma maneira incrível e entorpecente o Shoegaze da raiz, aquele com wall of sound denso que nos faz viajar e imaginar ondas de guitarras distorcidas com seu Fuzz cheio de ganho, com um Noise Rock/Noise Pop também carregado com riffs pesados, crus e rasgados. Os vocais variam de acordo com a tônica das faixas, sendo hora mais melodioso e calmo, hora mais intenso, mas sem chegar ao ponto do agressivo, mantendo assim a parte suja apenas no instrumental. 

Uma pena que Christian Samuel não seja amplamente conhecido, muito pelo contrário - vide seus pouco mais de 30 likes em sua fanpage oficial. Entretanto, agora que aqui o apresentamos a você, é hora de dar o play, aumentar o volume e sair ouvindo mais um bom artista para os fãs do estilo e sair espalhando a boa nova!

Confira abaixo o stream do último disco de Christian. Para ouvir seus outros trabalhos acesse seu Bandcamp oficial.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Clipe Novo: Ringo Deathstarr - RIP


O trio shoegazer do Ringo Deathstarr, que se apresentou semana passada na primeira edição do SP Popfest (confira resenha que fiz para o Monkeybuzz) e que passou por Curitiba, Rio de Janeiro e fecha sua tour voltando amanhã à São Paulo no Lega Itálica, lançou hoje o videoclipe da faixa RIP, que estará presente no segundo álbum do grupo, intitulado Mauve e que já tem data de lançamento: 10 de Setembro.

O clipe é bem divertido e conta com o trio se aventurando em um mundo psicodélico e lisérgico após comerem um cereal bizarro e colocarem óculos 3D.

Confira:


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Popfest São Paulo

***As bandas Churrus e Hacia dos Veranos canelaram sua apresentação, mas já foram substituídas. Conferir os substitutos na programação ao final do post


Após passar por cidade como Nova Iorque, São Francsicno, Londresd, Glasgow, Madrid entre outras, chegou a hora do Popfest vir para o Brasil - no caso em São Paulo. E começa amanhã.

 A primeira edição do festival, que tem como foco o Indie Pop e suas vertentes e influências como o Shoegaze, Lo-Fi e o Folk - será no Espaço Walden na Praça da República, centro da cidade. O Popfest SP serpá formado por três dias de atrações nacionais como A Espiral de Bukowski e Pale Sunday, e com a grande atração do festival, os texanos do Ringo Deathstarr.

 Os ingressos se esgotaram rapidamente em poucos dias após o início das vendas. O principal motivo é a pequena carga, entre 60 e 70. Os número são pequenos pois a lotação da casa é de cem pessoas e para uma melhor acomodação a organizadora achou melhor ter uma redução.  O início se dá nessa sexta-feira (24/08) e só termina no domingo (26/08), dia este que diferentemente dos dois anteriores terá suas atividade iniciadas mais cedo para que dê tempo do público pegar o transporte público e também de voltar para casa cedo, visto que o dia seguinte é uma segunda-feira.

 Podemos ficar muito felizes que o Brasil esteja recebendo mais um festival de musica indie. Ficamos agora na torcida que o Popfest se espalhe por outras cidade brasileiras em suas novas edições.

Confira a programação dos três dia:

Sexta 24/08: 
Zanin's Magic Crayon – início do show: 20h
Your Favourite Songs – início do show: 21h
The Concept – início do show: 22h
Inverness – início do show: 23h

Sabado 25/08: 
The John Candy (RJ) – início do show: 20h
Top Surprise (MG) – início do show: 21h
Loomer (RS) – início do show: 22h
Lê Almeida (RJ) – início do show: 23h
Pale Sunday (Jardinópolis - SP) – início do show: 00h

 Domingo 26/08: 
A Espiral de Bukowski – início do show: 18h
Wallace Costa (RJ) – início do show: 19h
Ringo Deathstarr (EUA) – início do show: 20h

 Para entrar no clima parecido que teremos nesse domingo com o Ringo Deathstarr:

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Apostas: Ex-Teens



Pouco se sabe sobre essa banda que deu as caras há pouco tempo. Sem site, sem página no Lastfm, Facebook com apenas uma postagem, Twitter com pouco mais de quinze tweets e um Bandcamp com só três músicas. E confesso que nem me lembro como os achei, só que felizmente o fiz.

Bom, então vamos ao que sabemos. O Ex-Teens é um trio escocês, mais precisamente de Glasgow. Apesar de serem da terra do Twee a banda traz um Shoegaze Lo-Fi que muitas vezes soa bagunçado, como na música Veils of the Northwest que se embola no meio de sua execução. Porém, no geral eles sabem fazer um som bacana e que pode vir a ter uma boa recepção. Vamos aguardar para conehcermos mais do suecos. Olhos e ouvidos neles.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Aposta: Melody's Echo Chamber



Quase todos vindos de Perth, Austrália(sim, terra do Tame Impala), com exceção da vocalista, originada de Paris, o Melody's Echo Chamber é um misto de psicodelia e shoegaze soando como um misto de seus conterrâneos com Ride, My Bloody Valentine entre outros do gênero.

A sublime voz da vocalista, Melody, dá ar fantasiosos no meio de uma áurea se ver espirais coloridos nas linhas de baixo marcantes e na guitarra cheia de efeitos psicodélicos.

A banda vem ganhando espaço seja fazendo show junto com o Animal Colective, saindo em tour com os Raveonettes pelos Estados Unidos, aparecendo na NME, ou com Melody discotecando em club de Nova Iorque. 


Só faltava mesmo mais material, pois pouco se tem da banda. Porém, esse problema está por acabar. O Melody's Echo Chamber já tem data de lançamento do seu disco de estréia para dia 25 de Setembro. 





segunda-feira, 30 de julho de 2012

Bandas Novas: The Sorry Shop



Banda brasileira aqui no Bandas Novas. Pois é, temos sim bandas surgindo por aqui e que fazem som bom. Hoje vamos falar da The Sorry Shop.

A banda é de Rio Grande, interior do Rio Grande do Sul, e apresenta um Shoegaze/Lo-Fi que se assemelha  bastante com o som do Yuck (dada como banda revelação de 2011 aqui pelo blog). As guitarras distoricdas e com fuzz, clássicas do Shoegeze, se misturam no som nebuloso e embaçado do Lo-Fi e do Dream Pop, criando uma atmosfera bem característica dos estilos citados, sem fazer feio para bandas internacionais e de grande nome que também fazem o mesmo som. 

Com um EP, Thank You Come Again, que continha apenas cinco faixas, o The Sorry Shop já mostrava seu valor e qualidade. Tanto que foi dado como aposta pelo nosso parceiro Infinities lá no final de 2011. 
Daquele tempo pra cá, o quarteto gaúcho veio produzindo mais músicas, que deram fruto ao primeiro LP da banda, o Bloody, Fuzzy, Cozy, lançado em março passado e  que foi disponibilizado pela própria banda para download gratuito. Basta clicar aqui para baixar. Depois é sair ouvindo em casa, no celular, no iPod, onde quer que seja, pois o som do The Sorry Shop vai conquistar você.

  

Bandas Novas: The Sorry Shop



Banda brasileira aqui no Bandas Novas. Pois é, temos sim bandas surgindo por aqui e que fazem som bom. Hoje vamos falar da The Sorry Shop.

A banda é de Rio Grande, interior do Rio Grande do Sul, e apresenta um Shoegaze/Lo-Fi que se assemelha  bastante com o som do Yuck (dada como banda revelação de 2011 aqui pelo blog). As guitarras distoricdas e com fuzz, clássicas do Shoegeze, se misturam no som nebuloso e embaçado do Lo-Fi e do Dream Pop, criando uma atmosfera bem característica dos estilos citados, sem fazer feio para bandas internacionais e de grande nome que também fazem o mesmo som. 

Com um EP, Thank You Come Again, que continha apenas cinco faixas, o The Sorry Shop já mostrava seu valor e qualidade. Tanto que foi dado como aposta pelo nosso parceiro Infinities lá no final de 2011. 
Daquele tempo pra cá, o quarteto gaúcho veio produzindo mais músicas, que deram fruto ao primeiro LP da banda, o Bloody, Fuzzy, Cozy, lançado em março passado e  que foi disponibilizado pela própria banda para download gratuito. Basta clicar aqui para baixar. Depois é sair ouvindo em casa, no celular, no iPod, onde quer que seja, pois o som do The Sorry Shop vai conquistar você.

  

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"Não é novo, mas você conhece?": Dead Mellotron



Inaugurando a coluna "Não é novo, mas você conhece?" - que irá trazer bandas não tão novas e que infelizmente não são tão conhecidas - temos o trio americano do Dead Mellotron


A banda é de 2009 e apresenta um som lindo. Um Dream Pop/Shoegaze com uma cara Lo-Fi de encher os olhos e os ouvidos, seja com a suave voz de Fraizier ou os ecos ao fundo.

Com dois EPs, Ghost Light Constellation e s/t, e agora com o recém lançado, em maio passado, LP Glitter - este com selo da gravadora que mais ampara e suporta o Nugaze, a Sonic Cathedral- o Dead Mellotron já tocou em casas com o Vivian Girls e vai abrir para os texanos do Ringo Deathstarr em um show em Austin.

Confira o som dessa ótima banda, que espero que venha para esses lados em breve.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Bandas Novas: Bela Infanta

Foto: Floga-se



Dessa vez a dica de banda nova vem daqui das terras tupiniquins mesmo, mais precisamente de Joinvile – SC.  Eles são o Bela Infanta.

Os catarinenses possuem um EP e um LP, o qual possui um título bem interessante: Às vezes os pássaros não voam pro mesmo lado no inverno.

Atualizado: A banda lançou agora em Março seu novo EP, intitulado Apenas Cinco.

A banda tem pouco mais de quatro anos de estrada e traz um Dream Pop/Shoegaze muito bem feito, com aquela atmosfera sublimada, com o tintilar das guitarras, as boas linhas de baixo bem no estilo Post-Punk e a bateria bem sóbria.

As letras em português, o que pode parecer estranho para alguns, na verdade pode ser enxergado como uma diferenciação, já que mesmo bandas nacionais do estilo em maioria compõem em inglês.
Confira o som dessa bela banda, o Bela Infanta:

sábado, 7 de julho de 2012

Resenha: The Radio Dept. - São Paulo




A noite dessa sexta-feira no Beco 203 em São Paulo foi responsável por receber não um, mas, dois ótimos shows. A banda gaúcha Lautmusik, responsável por abrir para o The Radio Dept., trouxe um Post-Punk/Noise muito interessante. Excelentes linhas de baixo acompanhados de efeitos precisos e na medida nas guitarras, uma bateria sólida, e vocais muito bem colocados. Um show de abertura nada morno, como acontece em muitos casos. Pelo contrário, o show caiu no gosto da platéia que soube reconhecer o trabalho os brasileiros.

Após a abertura, era aguardada a entrada dos suecos do The Radio Dept. que fariam a sua primeira apresentação em terra brasileiras.

O público da casa tomou conta de toda a pista, contando com alguns vestindo camisetas da banda, mostrando através desses indícios que há uma legião de fãs tanto da banda quanto do estilo. O que é muito bom.

“Hey!”. Foi essa a primeira palavra de Johan Duncanson, guitarrista e vocalista, com o público da casa. Johan também disse estar feliz por ter vindo ao Brasil e que é um prazer está aqui para tocar para os fãs.
Fãs estes que estavam extremamente animados do começo ao fim. A cada música era como se ela passasse por dentro de cada, fazendo-os se sentirem parte da mesma.
Essa energia do público é resultado do show ter sido trazido através do crowdfunding – organizado pela Playbook - onde muitos que estavam ali presentes eram verdadeiros fãs que bancaram a vinda da banda.



Falando propriamente do show, foi algo bem orgânico e com um set list bem distribuído pelos discos da banda – com exceção ao disco Pet Grief que só contou com uma faixa nos show.
O single The New Improved Hypocrisy e o hit Keen On Boys – para delírio da platéia – foram as que deram início ao show. Mais adiante, em meio a agradecimentos e um arranhado “obrigado” vieram as belas The City Limt, Bus e 1995. Um trio impecável.

No momento em que Martin deixou a sua guitarra para assumir o baixo já se imaginava o que viria: Why Won’t You Talk About It, David – com sua introdução magnífica com toques de hip hop, e a tão aguardada por todos, Heaven’s on Fire, responsável por fazer a platéia cantar e pular do começo ao fim da música.
Closing Scene, seguida de Lost And Found está no bis – viriam para fechar o show. O show, mas não a interação dos suecos com a platéia. 

Assim que a última nota foi tocada, começava-se a sessão de autógrafos no palco. Posters do show, revistas e até um nota de real foram entregues para ganhar o autógrafo dos ídolos.

Numa simpatia sem tamanho, atenderam a todos com muita atenção e até chegaram a descer para a pista, onde tiraram fotos e deram mais autógrafos. Atitudes que só fizeram o show valer ainda mais apena e que foi responsável por ganhar mais carinho pelos fãs brasileiros.



O The Radio Dept. mostrou que sabe muito bem apresentar suas faixas, gerando uma atmosfera íntima mas sem deixar de ser animada e interativa.Um show redondo e acima de tudo contagiante. Que essa seja a primeira de outras tantas vindas.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Aquecimento: The Radio Dept.




O que para muitos pode parecer como novidade, os suecos do The Radio Dept. já tem tempo de estrada suficiente para trazer inúmeros sucessos, que preencheram os seus três álbuns de estúdio.
Formada em 1995 pelos na época amigos de escola Elin e Johan, a banda, até então um duo, só foi ter suas atividades iniciadas três anos depois. Tudo em meio a várias idas e vindas de membros.

Em 1998, já com Johan e Martin, o The Radio Dept. gravava de maneira independente e amadora as suas primeiras composições. Junto às gravações começavam os shows locais, tornando a banda conhecida pelas casas de show suecas.
A formação se completou com a entrada de Lisa, Per e Daniel no baixo, bateria e teclados, respectivamente. Sendo essa uma formação ao vivo, de resto a banda se apresenta como um trio, composto pro Johan, Martin e Daniel.

Assim dava-se o início real das atividades da The Radio Dept. Ensaios, gravações, mais shows e contrato com gravadora.
O primeiro passo para o público foi dado com o lançamento de faixas da banda em um CD da revista Sonic, a qual criticou positivamente o som da banda. Mais tarde, em 2006, , foi muito bem recebida na Sonic Cathedral – casa que virou símbolo do revival do Shoegeze tanto por dar festas com foco no estilo, quanto por ceder espaço para bandas – sendo o primeiro show da casa.

Com influências de bandas do Post-Punk e Shoegaze como Joy Division, My Bloddy Valentine, Slowdive e Cocteau Twins, o The Radio Dept. faz parte da renovação dos nugazers, bandas que trouxeram de volta o som do Shoegaze.
Som esse que está presente nos três discos da banda, sendo o primeiro, Lesser Matters, altamente elogiado pela crítica especializada, e de onde saiu a faixa Keen on Boys que faz parte da trilha sonora do filme Maria Antonieta de Sofia Coppola, assim como outras duas mais que estão presentes no EP Pulling Our Weight. 
Seu último, Clinging to a Scheme não fica atrás e ganhou uma das maiores notas de 2010 e o prêmio de "Best New Music" pela Pitchfork.

Hoje, a banda encabeça como principal banda do selo sueco Labrador Records, e é também referência no estilo Dream Pop

E é graças ao crowfounding da Playbook, e claro, graças a você que comprou os primeiros e decisivos ingressos para bater a meta, que a você vai poder curtir ao vivo a The Radio Dept. em terras tupiniquins!

 Atenção para as datas e preços:
  • 06/07 Beco 203 – São Paulo: 1º lote: R$70, 2º lote: R$90, 3º Lote: R$110  Compre aqui
  • 08/07 Teatro Odisséia – Rio de Janeiro: 1º lote: R$80  Compre aqui



terça-feira, 12 de junho de 2012

Bandas Novas: Bare Pale



Com apenas um ano de existência, esse power trio londrino traz para nós um som que mistura algo entre My Bloody Valentine, Ride, Yuck e por que não, Fanzine , banda da qual já falamos por aqui.

Suas músicas apresentam muito bem os wall of sound  e os vocais intimistas do Shoegaze tradicional, que junto com o som embolado do Lo-Fi forma um som bem interessante.

Ainda sem nenhuma apresentação ao vivo, os caras estão no meio da gravação do primeiro EP da banda, que deve sair no verão de lá, inverno daqui ( Junho - Agosto).

Com vocês: Bare Pale

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Bandas Novas: Fanzine



Sim, mais uma boa banda vinda terra da Rainha. Dessa vez da Grande Londres, mais precisamente Stoke Newington.
Trazendo um Lo-Fi/Shoegaze/Noise Pop o trio inglês do Fanzine vem com seu EP de estréia, intitulado Low e que foi disponibilzado pela banda para ser baixado gratuitamente através desse link.

O som é bem interessante e possui colocado na medida certa os reverbs e fuzz, deixando as músicas com ar mais sujo mas nada que o torne algo extremamente noise rock ou com o característico wall of sound do shoegaze. Fazendo assim um som característico para a banda. 

Com oito faixas que podem ser ouvidas via stream através do Soundcloud da banda, onde quatro são singles e quatro do EP, a banda vai começando a dar seus primeiros passos. Passos esses que possuem influências das bandas de shoegaze do fim dos anos 80 e do cenário noise dos 90, assim como os conterrâneos do Yuck.

O caminho está certo, agora é esperar por mais material da banda!


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Bandas Novas: Black Cold Bottles



Banda nova já falada por aqui, seja em resenha de show quanto resenha do EP -  o qual está disponível para download e por isso este post.

Baixe aqui o primeiro material dessa banda que mistura um shoegaze com indie rock. Aproveita que é bom e de graça!


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Nova Demo do Ringo Deathstarr

Confira agora mais uma música que estará no novo álbum da (ótima) banda de shoegaze/noise pop. 
Aproveite e baixe, por que eles liberaram o download de graça.


domingo, 18 de março de 2012

Resenha: Show Black Cold Bottles @ Estúdio NiMBUS



Na noite dessa sexta-feira, no estúdio NiMBUS, localizado no bairro da Lapa em São Paulo, um som de qualidade ecoava pelas paredes com isolamentos acústicos do estúdio.

Com overdrive, phaser, e fuzz, as guitarras tintilavam e fritavam. Com um groove envolvente, o baixo dava nós na alma dos presentes, enquanto  a bateria injetava adrenalina pulsante, oras raivosa, ora sublime.
Eram os quatro integrantes da banda de som shoegaze, indie, blues rock, noise rock , e acima de tudo, bom, chamada Black Cold Bottles.




Com pouco mais de uma hora de duração, doze faixas tocadas – sendo uma delas um cover rearranjado de Transmission do Joy Division – a banda mostrou para o público que sabem mostrar rock n’ roll também ao vivo.

Com uma boa ordem de set list, a banda soube colocar as músicas mais intimistas no início do show, trazendo o público pra dentro do show, e aos poucos evoluindo colocando músicas mais agitadas e agressivas quando então o público já estava tomado pelo ambiente da Black Cold Bottles.

Poucas palavras e muito rock. Foi assim o show da BCB. Apresentaram muito bem o repertório que até então não era conhecido pelo EP (Confira aqui a resenha do EP ) que possui apenas 5 faixas. Músicas ão boas quanto as que apresentaram no compacto de estréia.


Que venha o LP!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Kurt Feldman

                                                    

Compositor, produtor, bateristas, vocalista, e multi-instrumentista.

Este é Kurt Feldman, membro das bandas Depreciations Guild, The Pains of Being Pure at Heart (TPOBPAH), e Ice Choir. Fortes nomes do cenário nu gaze. Guardadas as devidas proporções, Kurt Feldman pode ser comparado com Jonny Greenwood devido ao multi-instrumentismo e por ser um músico dotado de muita teoria e “antenado” em novas tendências musicais.

                                                  

Formada em 2005, a banda Depreciation Guild foi a primeira banda de Kurt, onde era (pois acabou em 2011) compositor, guitarrista, programador de efeitos, e vocalista. Da mesma banda fazia patê Cristoph Hochheim que a partir de 2006 iria junto com Kurt para o TPOBPAH. Este como guitarrista de tour, e Feldman como compositor e baterista.

O principal destaque do som da Depreciation Guild é o 8bit (aka chiptune). Trata-se do uso de sons de eletrônicos, em sua maioria vídeo-games de 8bits – daí o nome –como NES e o Game Boy.

O primeiro EP da Depreciation Guild, o Nautilus, foi lançado por uma gravadora especializada em artistas chiptune, a 8bitpeoples.

Visto como uma das principais bandas de nu gaze, o The Pains of Being Pure at Heart conta com Kurt na bateria desde o início. Que auxiliou na criação da identidade musical da banda com influências da Depreciation Guild (com exceção do uso de chiptune).

 Com primeiro lançamento com EP homônimo à banda em 2007 (e que ficou entre os TOP 10 da Billboard no ano de lançamento), o TPOBPAH apresenta desde então um som que une shoegaze com twee e representa uma das bandas de mais importância no cenário nu gaze. 

Seu último álbum é o Belong, lançado em 2011 e que recebeu ótimas críticas. Inclusive uma resenha daqui do Indie Shoe que pode ser lida aqui

Ainda em estúdio, o novo projeto de Feldman é o Ice Choir, onde assume os vocais, programações, guitarras e sintetizadores.

 Pelo single Two Rings, que conta apenas com duas faixas, já é possível saber que aí vem mais uma banda de qualidade. Um misto de shoegaze com eletropop.

A previsão é de lançamento de EP ou LP para 2012.

Vamos aguardar ansiosos. Pois já é provado que pode se esperar coisa boa de onde há Kurt Feldman.

A Room, a Canvas by The Depreciation Guild on Grooveshark

This Love Is Fucking Right! by The Pains of Being Pure at Heart on Grooveshark

Falando sobre: Shoegaze

                                                       

Tendo como berço o Reino Unido do meio para o fim dos anos 80, o shoegaze se originou de variações e derivações que surgiram com o pós-punk e o pós-gótico,  que determinava o declínio dos dois estilos tão fortes no fim de 70 e começo dos anos 80 no mundo.

Com as letras introspectivas e presenças de palco totalmente tímidas por parte das bandas, os críticos da época deram o nome de shoegaze (aka shoegazing) para bandas do estilo pelo fato da timidez de onde os músicos olhavam para baixo, para seus sapatos. Uma outra explicação para olharem para baixo é pelo ligar e desligar dos pedais de efeitos, muito utilizados nesse estilo.

O shoegaze é um estilo de contraste, pois mistura a agressividade das distorções das guitarras com um melancólico e melódico vocal. Muitas bandas contavam/contam com vocais femininos, sejam de apoio ou principal, sendo esse mais uma característica do shoegaze.

Outro aspecto é a não utilização da bateria eletrônica, muito utilizada na época por muitas bandas, devido ao grande movimento do eletro pop (com bandas como New Order, Eurythmics, Pet Shop Boys, entre outras), e sim da bateria acústica, voltando então ao tradicional do rock.

Um elemento de grande importância para o surgimento do estilo foi a C86 (já comentada por aqui), que trouxe a sonoridade que ainda estava sendo construída – com base num certo revival do jangle pop, caracterizado pelas guitarras mais harmoniosas e “soft”, somado a elementos do pós-punk-  que se pegaria de referência e influência para bandas que se tornariam principais referências do estilo shoegaze, como, Ride, Slowdive,  Lush(que mais pra frente acabou indo para o estilo britpop), Jesus & Mary  Chain ,My Bloody Valentine, e The Pastels,. Sendo estas três últimas as de maior influência para as demais citadas, principalmente com o álbum Psychocandy de 1985, e Isn’t  Anything  de 1988– álbuns de estréia do My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain, respectivamente.

Atualmente, o shoegaze vem tomando força com um revival. Algumas bandas ainda mantém a sonoridade mais fiel  ao shoegaze das principais referências, como é o caso do Black Rebel Motorcycle Club, The Faunts, e o The Black Ryder. Outras vêm adicionando algumas mudanças, muitas originadas a partir do shoegaze – como o dream pop, chillwave, noise pop e noise rock, e o indietronic –.É dado a essas bandas, o estilod e nome nu gaze (aka new gaze). É o caso de bandas como Ringo Deathstarr (Shoegaze + Noise Pop), M83 (Shoegze+ Chillwave), The Pains of Being Pure at Heart (Shoegaze + Indie Pop/Twee), e  Craft Spells (Shoegaze + Dream Pop)

Curtiu o estilo? Bom ,para ter certeza só ouvindo. Abaixo uma lista de downloads de álbuns para curtir o shoegaze e o nu gaze:

PS: álbuns com “*” tem todos os créditos ao You!Me!Dancing! ( Twitter / Tumblr)

Discografia básica:

*Isn’t Anything (My Bloody Valentine): Download 

Just for a Day (Slowdive): Download

Up for a Bit with the Pastels (The Pastels): Download

Psychocandy (Jesus & Mary Chain): Download 

Novas bandas:

*Colour Trip (Ringo Deathstarr): Download

*Saturdays = Youth (M83): Download

*The Pains of Being Pure at Heart (The Pains of Being Pure at Heart): Download

B.R.M.C (Black Rebel Motorcycle Club):Download

Resenha: Neander (Black Cold Bottles)

                                                 

Estreando com o EP Neander, os paulistas do Black Cold Bottles chegam com um som shoegaze, indie/rock, e com um pouco de blues rock. Horas com o vocal masculino, horas com o vocal feminino, as faixas vão se tornando dinâmicas sempre mantendo o bom nível musical tanto técnico quanto para os ouvidos.

 

Influenciados por bandas como White Stripes, Black Rebel Motorcycle Club, e Red Hot Chili Peppers – como dito pelos próprios integrantes –, a banda consegue extrair bem o que há de bom em suas influências ao ponto de criar um som próprio de muita qualidade.

Primeiros passos de uma ótima banda do cenário nacional que tem tudo para dar certo. Olhos e ouvidos neles!

 

Análise das faixas

  

  • Black Heart: num clima de progressivo, à la Pink Floyd, a faixa vai te levando de maneira intimista até o refrão de vocal setentista, que com um uníssono vocal eleva a canção.Detalhe para o original solo de escaleta.

 

  • Light-Minded Love Song : a mais shoegaze de todas as faixas. Vocal levemente soturno com riffs distorcidos e graves de guitarra que se repetem pela música toda. Mais à frente, se somam com a bateria e outra guitarra trazendo mais força à música. Depois se acalma novamente para finalizar a faixa. Seguindo as principais referências do estilo.

 

  • Cloudy Morning Blues: Guitarras distorcidas levemente palhetadas e um vocal feminino suaves no início e que explodem ao fim da faixa, sabendo dosar entre o sublime e o agressivo do rock n roll.

  

  • Surgery Intervention: Com bons riffs de blues rock, a faixa conta mais uma vez com vocal feminino. Mostra que com simplicidade também se faz boas músicas.

 

  • Silica: O forte da faixa é o swing da linha de baixo que acompanha boa parte da faixa que, é completado com uma guitarra e um refrão exaltado, dando um ótimo contraste.

 

Ouça o EP pelo Soundcloud da banda: Neander

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C86


                                                    

Inglaterra 1986.
País e ano de onde surgiu o que seria para muitos o startup do movimento indie.
A conceituada revista New Musical Express (mais conhecida como NME) fazia mais um de suas coletâneas de novas bandas do cenário britânico.
No passado, meados dos anos 70, artistas do mundo da música já haviam tentado consolidar-se independentes. Porém, as grandes gravadoras como a EMI obtinham muito poder de mercado e isso não foi viável no momento.
Juntamente com a C81, a C86 teve papel fundamental no início de selos independentes no mundo da música, utilizando-se do DIY (Do It Yourself) que fervia devido ao movimento punk tão aflorado nos anos 80.
A independência de gravadora foi fundamental, principalmente como meio de se evitar a Indústria Cultural. Essa se trata de intervenções na criação artística seja musical, ou não, por parte de gravadoras e emissoras para que o conteúdo se adéqüe a algum formato que vise maior rentabilidade e lucratividade para essas instituições. O que acaba interferindo na composição, fazendo com que artistas não estejam livres para compor o que lhes é de vontade.
Com guitarras mais melódicas, vocais intimistas ecoantes  (e horas mais agressiva),  sintetizadores, e  xilofones,  a C86 é tida por muitos como palco de nascimento do indie pop  e suas derivações, como o shoegaze. Bandas como Primal Scream e Pastels, que fazem parte do cassete, são duas das principais bandas a obter maior sucesso –  de Slowdive, Lush e Ride iriam se buscar inspirações, e mais futuramente (direta ou indiretamente) o Belle & Sebastian, Camera Obscura, Architecture in Helsinki , Silversun Pickups, Grouplove........
Foi através desse cassete que o movimento e o termo indie surgiram.  Que os selos independentes, que passaram pelo movimento grunge com a Subpop , ganharam mais força de mercado. E que o indie pop, dream pop, twee, shoegaze, e o nu gaze existem.
Ta aí, uma “simples” cassete com 22 faixas que possui uma importância enorme para o cenário fonográfico. Principalmente o indie.
Agora é só baixar a C86, colocar seu fone de ouvido, e enjoy. Por que além de ser importante, a C86 é também muito boa!
Abaixo a lista das faixas da C86 seguida de uma playlist da cassete
LADO A
1.       Primal Scream - "Velocity Girl"
2.       The Mighty Lemon Drops - "Happy Head"
3.       The Soup Dragons - "Pleasantly Surprised"
4.       The Wolfhounds - "Feeling So Strange Again"
5.       The Bodines - "Therese"
6.       Mighty Mighty - "Law"
7.       Stump - "Buffalo"
8.       Bogshed - "Run to the Temple"
9.       A Witness - "Sharpened Sticks"
10.   The Pastels - "Breaking Lines"
11.   Age of Chance - "From Now On, This Will Be Your God"
LADO B
1.       The Shop Assistants - "It's Up to You"
2.       Close Lobsters - "Firestation Towers"
3.       Miaow - "Sport Most Royal"
4.       Half Man Half Biscuit - "I Hate Nerys Hughes (From The Heart)"
5.       The Servants - "Transparent"
6.       The Mackenzies - "Big Jim (There's no pubs in Heaven)"
7.       Big Flame - "New Way (Quick Wash And Brush Up With Liberation Theology)"
8.       Fuzzbox - "Console Me"
9.       McCarthy - "Celestial City"
10.   The Shrubs - "Bullfighter's Bones"
11.   The Wedding Present - "This Boy Can Wait"