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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Novas Bandas: Amida




Com o EP de estréia lançado em 2007 intitulado Arts and Crafts, o quinteto de Manchester (UK) já trazia um som bem interessante. Um pouco de Jangle Pop e Indie Pop misturados na medida certa. Com horas mais intensidade horas mais sulbimado, Amida nos presenteia com um som ao estilo da cena britância - o que sempre é bem vinda aos nossos ouvidos.

Com mais dois EPs, If The Wave Love Two Suns e The Spite House Plot, de 2009 e 2011 respectivamente, a banda nos traz ainda mais sons que nos remetem aos clássicos Pixies, Velvet Underground e um pouco de Happy Mondays e seu Britpop.

Amida, uma banda que apresenta um som interessante e clássico. Recomenda-se!


Editado (30/06) : E os caras acabaram de lançar seu mais novo EP: My Life as a Trashcan, que você confere no final deste post!




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Bandas Novas: BIGkids

Indie,hip hop,funk, e ainda com toque de soul. Mistura bem maluca e que forma o som desses dois londrinos que fazem o BIGkids.



A música de trabalho, intitulada Drum In Your Chest, é quase um The Ting Tings com levadas de hip hop e funk. Batidas de baixo acentuadas, metais ao fundo, vocais rápidos e ritimados, e que hora se acalmam e suavisam. Bem maluco, mas bem interessante.




Essa música ainda teve um remix feito pelo Snow Patrol. Algo bem (muito) curioso por se tratar da diferença de som entre as bandas.



 Além de Drum In Your Chest, a banda possui uma outra faixa chamada Good For You. Essa com uma levada de soul. Típica música para sentir (mesmo que a letra não ajude e seja bem bobinha). Para finalizar o material dos caras, nos deparamos com um cover de "I'd Rather Go Blind" da cantora, que dispensa qualquer comentário, Etta James.




Trabalho interessante da banda, que já está em estúdio para gravar músicas para o primeiro álbum. Uma delas já com nome: Heart Sing, e que já tem preview no Youtube:
Vamos aguardar o disco!





 PS: Ah, vale a pena dar uma olhada no curioso/bizarro/engraçado tumblr dos caras: BIGkids Tumblr

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Falando Sobre: Bandas Lollapalooza - Foster The People

*Post em parceria com as meninas do @fostertheppl_br e @FTPBROFICIAL

Mark Foster, Mark Pontius, e Cubbie Fink(e Sean Cimino e Isom Innis como membros de apoio em apresentações ao vivo) fazem o Foster The People (que primeiramente era Foster & The People, mas devido a nunca falarem o “&” ficou do jeito que é hoje



Antes de ser o frontman da banda, Foster era compositor de jingles para comerciais de televisão.  Nesse tempo de trabalho, compunhas várias músicas e de vários estilos como hip-hop, eletrônica, e até mesmo clássica. Tal feito foi primordial para o estilo que a banda viria a ter, algo que mistura batidas eletrônicas com indie pop/rock, e até mesmo com algo mais clássico como em Ruby.

Muito dessa sonoridade híbrida vem pela forte influência do Blur e da genialidade muito sonora de seu leader Damon Albarn. O próprio  Mark Foster  assume essa comparação à banda de britpop e diz que  vê o Foster The People como “uma versão  menos rock e mais eletrônica de Blur”.

Ainda sozinho, Mark Foster sentia que precisa formar uma banda. Foi assim que Pontius assumiu a bateria após saiu de sua ex- banda chamada Malbec, e Fink o baixo, depois de sair de uma produtora de TV após a recessão econômica de 2009.



Com o single Pumped Up Kicks, Foster The People tomava conta das pistas de dança e ganhava bons olhos da crítica especializada de várias gravadoras como Warner, Atlantic Universal, e Columbia. Esta última a qual foi fechado o contrato e por onde foi distribuído o primeir, e até o momento único, álbum da banda, o Torches.


Se o hype já era grande apenas com um single, agora com um álbum o FTP ganhava ainda mais espaço na mídia, como inserções de suas músicas em seriados, apresentações em premiações – como o Grammy onde tocaram com ninguém menos que os Beach Boys, e no SNL onde tocaram com Kenny G -   e palcos pelo mundo, incluindo festivais como o SxSW, Coachella, e o Lollapalooza.



Hora de ouvir o Torches e ficar no aquecimento, pois eles estão chegando


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Falando Sobre: Bandas Lollapalooza Brasil - Arctic Monkeys


Dois amigos, e vizinhos, de 15 anos, chamados Alex e Jamie, naturais da cidade de Shefild, Inglaterra, ganhavam uma guitarra de presente de Natal e decidiriam montar uma banda com colegas de colégio. Andy,assumia o baixo, e Matt, ficava, a controvérsias, com a bateria. Formariam então uma banda chamada Bang Bang. Apenas tocando covers a banda foi seguindo até a saída do vocalista Glyn, dando o posto para Alex.
Com Alex como frontman, a banda começaria a sair dos covers, e começavam as composições próprias, da banda agora então chamada Arctic Monkeys. Os quais faziam shows em pequenos bares e casas de show da região.



Utilizando-se da old school rede social MySpace, os quatro garotos de Shefield, estariam – sem saber- se lançando para o cenário musical mundial. Por volta de 2002, os fãs dos Arctic Monkeys utilizaram-se do MySpace para lançarem suas músicas para download, e acabaram assim por divulgar o material da banda para a região. Além disso, muitos CDs caseiros eram feitos e distribuídos nos shows e mais e mais fãs foram se juntando.
Os Arctic Monkeys acabaram, indiretamente por assim dizer, sendo um dos pioneiros da divulgação que é largamente utilizada por novas bandas no dia de hoje. A divulgação através da internet.
O single I Bet You Look Good on the Dancefloor já virara hit e todos sabiam a letra, para espanto total dos garotos, que desconheciam essa divulgação feita pelos fãs. Começava a partir daí o sucesso além dos arredores da pequena Shefield.
Em 2005, fechariam com a gravadora Domino e então lançariam o seu primeiro disco de estúdio, o para Whatever People Say I Am, That's What I'm Not. Disco o qual lançou os Monkeys para uma turnê pela América do Norte. 
Turnê a qual Andy não participou alegando cansaço das viagens. Ele então foi substituído por Nick O'Malley temporariamente para essa turnê, que no final das contas, acabou se tornando membro efetivo da banda.



Desde o sucesso com recorde de vendas em um lançamento vendendo 363.735 discos na primeira semana de vendas,  e com a continuidade sonora com o segundo disco, o Favourite Worst Nightmare, onde em ambos, a banda possuía um som mais garagem, com levadas dançantes de indie rock, os Arctic Monkeys se firmavam no cenário até certo ponto “mainstream”, junto com Strokes, Franz Ferdinand e outros pioneiros.
Abrindo o segundo álbum, Brianstorm veio para segurar ainda mais os já então fãs, e para conquistar novos. A sonoridade agressiva e dançante fez os antigos ouvidos acostumados a ouvir rock verem neles uma banda para se acompanhar. O sucesso já era alcançado mundialmente, chegando às emissoras de TV como VH1 e MTV. E tudo isso com apenas quatro anos de banda, sendo apenas dois em gravadora.



Em 2009, com a produção de Josh Homme (Queens of the Stone Age – banda a qual Alex e Jamie arriscam riffs em suas guitarras ganhas de natal de 2001), os Monkeys tiveram uma brusca mudança de estilo, trazendo um ar mais encorpado no som, mais denso, fugindo da levada dançante dos discos anteriores. As críticas foram tanto positivas, vendo um amadurecimento da banda, quanto negativa, para fãs do estilo anterior que só viam Cornerstone como uma das músicas que lembravam os antigos álbuns.



Muitos se perguntavam se este seria o novo estilo adotado pelos garotos ou se teríamos mais uma mudança ou um retorno para o indie rock mais dançante de antes.
A espera pela resposta durou até este ano, quando lançaram o novo álbum Suck It And See.
Após abrir portas para a cena indie, criar álbuns que foram tocados, comprados  baixados por muitos, chegando a recorde de vendas em lançamento, passando por busca de identidade com novo produtor (e renomado artista), eis que chega um dos álbuns do ano: o Suck It And See.
Este álbum traz belas composições como Reckless Serenade, Love is a Laserquest, e a homônima Suck it And See. Fora as B-Sides como Evil Twin muito bem compostas e que poderiam ser facilmente faixas do álbum.



Mais recentemente You & I, e R U Mine? Vieram como singles. Essas duas músicas com um ar mais pesado, que até nos remete ao estilo do Humbug. Poderíamos dizer que esse seria a cara do novo disco que Alex disse que já está sendo escrito durante as turnês que logo mais será colocado em estúdio?



Vamos aguardar, enquanto isso, vamos ouvindo um pouco de Arctic Monkeys para nos aquecermos pro Lollapalooza que está aí batendo à nossa porta.



quinta-feira, 29 de março de 2012

Bandas Novas: Various Cruelties

Mais um fruto britânico, dessa vez uma parte dos integrantes de Leeds e outra de Londres.

Formada agora em 2012, pouco se sabe sobre eles. O que sabemos são as influências de Arcade Fire e Villagers, a comparação feita aos Arctic Monkeys, e que eles já abriram shows para o The Vaccines e para o Mumford & Sons. E que o EP de estréia sai dia 30 de Abril.

Ah, claro. Outra coisa que se sabe, é que o som deles é muito bom!

Com vocês, Various Cruelties:




quinta-feira, 22 de março de 2012

Bandas Novas: The Heartbreaks

Não tão novos assim - de 2009 - mas aparecendo pra valer apenas agora para o mundo, os britânicos do The Heartbreaks trazem um indie rock característicos das primeiras bandas independentes do fim dos anos 80 mas com um uma repaginanda mais moderna.
Com guitarras tintilantes, vocal suave, e ritmo dançante, o The Heartbreaks vêm ganhando os críticos e os ouvidos do pessoal.

Ouça abaixo o clipe de Delay, Delay. Certeza que eles também vão cair no seu gosto.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Bandas Novas: Citizens!

Chegando como aposta de 2012 pela revista NME, os britânicos do Citizens! vêm com um indie eltrônico que se assemelha com Hot Chip e Friendly Fires.

Por enquanto apenas com os single Reptile e True Romance, a banda está com data marcada para lançamento do primeiro álbum: dia 28 de maio. Albúm o qual, foi/está sendo produizo que ninguém menos que Alex Kapranos, vocalista do Franz Ferdinand.

Enquanto o álbum não sai, vamos ficar com o clipe de Reptile.


domingo, 18 de março de 2012

Resenha: Show Black Cold Bottles @ Estúdio NiMBUS



Na noite dessa sexta-feira, no estúdio NiMBUS, localizado no bairro da Lapa em São Paulo, um som de qualidade ecoava pelas paredes com isolamentos acústicos do estúdio.

Com overdrive, phaser, e fuzz, as guitarras tintilavam e fritavam. Com um groove envolvente, o baixo dava nós na alma dos presentes, enquanto  a bateria injetava adrenalina pulsante, oras raivosa, ora sublime.
Eram os quatro integrantes da banda de som shoegaze, indie, blues rock, noise rock , e acima de tudo, bom, chamada Black Cold Bottles.




Com pouco mais de uma hora de duração, doze faixas tocadas – sendo uma delas um cover rearranjado de Transmission do Joy Division – a banda mostrou para o público que sabem mostrar rock n’ roll também ao vivo.

Com uma boa ordem de set list, a banda soube colocar as músicas mais intimistas no início do show, trazendo o público pra dentro do show, e aos poucos evoluindo colocando músicas mais agitadas e agressivas quando então o público já estava tomado pelo ambiente da Black Cold Bottles.

Poucas palavras e muito rock. Foi assim o show da BCB. Apresentaram muito bem o repertório que até então não era conhecido pelo EP (Confira aqui a resenha do EP ) que possui apenas 5 faixas. Músicas ão boas quanto as que apresentaram no compacto de estréia.


Que venha o LP!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Resenha: America Give Up

                                               

De Minneapolis, EUA, para o mundo(frase clichê detectada)

Frase clichê, mas que tem tudo para ser verdade. O quinteto que surgiu em 2010, já teve fortes atenções em 2011 ao lançarem dois singles: I Told You Once, e Back of Your Neck.

Muitos os apontavam como uma promessa para 2012, entre elas a famigerada NME.

Com o lançamento do LP America Give Up no início da segunda quinzena de Janeiro deste ano, foi realmente percebido o potencial desses garotos.

A expectativa gerada para o lançamento do álbum foi correspondida com ótimas faixas. Com um estilo principal de surf rock, indie rock e garage, assemelham-se muitas vezes ao The Drums.

Outros estilos são percebidos ao rolar das faixas, como influências de post punk e new wave, de bandas como o A Flock of Seagulls (responsável pelo single I Ran [So Far Away] tão famoso nos anos 80) e do britpop/rock de bandas como The Enemy e The Kooks, percebidas nas faixas Beach Sluts e Back of Your Neck.

Análise de faixas:

Beach Sluts: Abrindo o álbum com o uma música que é a cara da banda. Surf rock que cresce num  garage rock.

America: A com mais cara de post punk/new wave. Vocais mais encorpados e guitarras fazendo um certo “wall of sound” durante os versos.

Wailling (Making Out) : Com bom riffs e gritos à la Julian Casablancas pro final da faixa, é mais uma de destaque do álbum.

Pythagorean Fearem: Mais uma faixa onde os destaques sãos riffs. Desta vez muito bem “fritados” em partes da faixa.

Told You Once: Single que os fez ganhar atenção no cenário. Com um refrão fácil de se cantar, logo logo vai tomar conta das pistas e da boca da galera. Solo bem surf rock.

Back Of Your Neck: Outro single de 2011. Uma das melhores do álbum! Com um som meio britpop/rock lembrando The Kooks e The Enemy, é uma música mais “bonitinha” principalmente pelos backing vocals. Detalhe pro sensacional break (presente só na versão de estúdio) no final da faixa.

Com tour nacional (EUA), e internacional, passando por Japão, Reino Unido, França, Bélgica, Canadá e *DOIS SHOWS NO BRASIL, realmente o Howler chegou chegando. Olho neles!

*Os show no Brasil serão em São Paulo dia 24/02 no Beco 203 e dia 25/02 no Porão do Beco em Porto Alegre.

Ingressos para São Paulo à R$70 : Comprar

Lote promocional para São Paulo à R$50 (+ 10% de tx. de conveniência): Comprar

Ingressos para Porto Alegre à R$30 : Comprar

Ouça abaixo o álbum na íntegra via stream

Kurt Feldman

                                                    

Compositor, produtor, bateristas, vocalista, e multi-instrumentista.

Este é Kurt Feldman, membro das bandas Depreciations Guild, The Pains of Being Pure at Heart (TPOBPAH), e Ice Choir. Fortes nomes do cenário nu gaze. Guardadas as devidas proporções, Kurt Feldman pode ser comparado com Jonny Greenwood devido ao multi-instrumentismo e por ser um músico dotado de muita teoria e “antenado” em novas tendências musicais.

                                                  

Formada em 2005, a banda Depreciation Guild foi a primeira banda de Kurt, onde era (pois acabou em 2011) compositor, guitarrista, programador de efeitos, e vocalista. Da mesma banda fazia patê Cristoph Hochheim que a partir de 2006 iria junto com Kurt para o TPOBPAH. Este como guitarrista de tour, e Feldman como compositor e baterista.

O principal destaque do som da Depreciation Guild é o 8bit (aka chiptune). Trata-se do uso de sons de eletrônicos, em sua maioria vídeo-games de 8bits – daí o nome –como NES e o Game Boy.

O primeiro EP da Depreciation Guild, o Nautilus, foi lançado por uma gravadora especializada em artistas chiptune, a 8bitpeoples.

Visto como uma das principais bandas de nu gaze, o The Pains of Being Pure at Heart conta com Kurt na bateria desde o início. Que auxiliou na criação da identidade musical da banda com influências da Depreciation Guild (com exceção do uso de chiptune).

 Com primeiro lançamento com EP homônimo à banda em 2007 (e que ficou entre os TOP 10 da Billboard no ano de lançamento), o TPOBPAH apresenta desde então um som que une shoegaze com twee e representa uma das bandas de mais importância no cenário nu gaze. 

Seu último álbum é o Belong, lançado em 2011 e que recebeu ótimas críticas. Inclusive uma resenha daqui do Indie Shoe que pode ser lida aqui

Ainda em estúdio, o novo projeto de Feldman é o Ice Choir, onde assume os vocais, programações, guitarras e sintetizadores.

 Pelo single Two Rings, que conta apenas com duas faixas, já é possível saber que aí vem mais uma banda de qualidade. Um misto de shoegaze com eletropop.

A previsão é de lançamento de EP ou LP para 2012.

Vamos aguardar ansiosos. Pois já é provado que pode se esperar coisa boa de onde há Kurt Feldman.

A Room, a Canvas by The Depreciation Guild on Grooveshark

This Love Is Fucking Right! by The Pains of Being Pure at Heart on Grooveshark

Resenha: Neander (Black Cold Bottles)

                                                 

Estreando com o EP Neander, os paulistas do Black Cold Bottles chegam com um som shoegaze, indie/rock, e com um pouco de blues rock. Horas com o vocal masculino, horas com o vocal feminino, as faixas vão se tornando dinâmicas sempre mantendo o bom nível musical tanto técnico quanto para os ouvidos.

 

Influenciados por bandas como White Stripes, Black Rebel Motorcycle Club, e Red Hot Chili Peppers – como dito pelos próprios integrantes –, a banda consegue extrair bem o que há de bom em suas influências ao ponto de criar um som próprio de muita qualidade.

Primeiros passos de uma ótima banda do cenário nacional que tem tudo para dar certo. Olhos e ouvidos neles!

 

Análise das faixas

  

  • Black Heart: num clima de progressivo, à la Pink Floyd, a faixa vai te levando de maneira intimista até o refrão de vocal setentista, que com um uníssono vocal eleva a canção.Detalhe para o original solo de escaleta.

 

  • Light-Minded Love Song : a mais shoegaze de todas as faixas. Vocal levemente soturno com riffs distorcidos e graves de guitarra que se repetem pela música toda. Mais à frente, se somam com a bateria e outra guitarra trazendo mais força à música. Depois se acalma novamente para finalizar a faixa. Seguindo as principais referências do estilo.

 

  • Cloudy Morning Blues: Guitarras distorcidas levemente palhetadas e um vocal feminino suaves no início e que explodem ao fim da faixa, sabendo dosar entre o sublime e o agressivo do rock n roll.

  

  • Surgery Intervention: Com bons riffs de blues rock, a faixa conta mais uma vez com vocal feminino. Mostra que com simplicidade também se faz boas músicas.

 

  • Silica: O forte da faixa é o swing da linha de baixo que acompanha boa parte da faixa que, é completado com uma guitarra e um refrão exaltado, dando um ótimo contraste.

 

Ouça o EP pelo Soundcloud da banda: Neander

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C86


                                                    

Inglaterra 1986.
País e ano de onde surgiu o que seria para muitos o startup do movimento indie.
A conceituada revista New Musical Express (mais conhecida como NME) fazia mais um de suas coletâneas de novas bandas do cenário britânico.
No passado, meados dos anos 70, artistas do mundo da música já haviam tentado consolidar-se independentes. Porém, as grandes gravadoras como a EMI obtinham muito poder de mercado e isso não foi viável no momento.
Juntamente com a C81, a C86 teve papel fundamental no início de selos independentes no mundo da música, utilizando-se do DIY (Do It Yourself) que fervia devido ao movimento punk tão aflorado nos anos 80.
A independência de gravadora foi fundamental, principalmente como meio de se evitar a Indústria Cultural. Essa se trata de intervenções na criação artística seja musical, ou não, por parte de gravadoras e emissoras para que o conteúdo se adéqüe a algum formato que vise maior rentabilidade e lucratividade para essas instituições. O que acaba interferindo na composição, fazendo com que artistas não estejam livres para compor o que lhes é de vontade.
Com guitarras mais melódicas, vocais intimistas ecoantes  (e horas mais agressiva),  sintetizadores, e  xilofones,  a C86 é tida por muitos como palco de nascimento do indie pop  e suas derivações, como o shoegaze. Bandas como Primal Scream e Pastels, que fazem parte do cassete, são duas das principais bandas a obter maior sucesso –  de Slowdive, Lush e Ride iriam se buscar inspirações, e mais futuramente (direta ou indiretamente) o Belle & Sebastian, Camera Obscura, Architecture in Helsinki , Silversun Pickups, Grouplove........
Foi através desse cassete que o movimento e o termo indie surgiram.  Que os selos independentes, que passaram pelo movimento grunge com a Subpop , ganharam mais força de mercado. E que o indie pop, dream pop, twee, shoegaze, e o nu gaze existem.
Ta aí, uma “simples” cassete com 22 faixas que possui uma importância enorme para o cenário fonográfico. Principalmente o indie.
Agora é só baixar a C86, colocar seu fone de ouvido, e enjoy. Por que além de ser importante, a C86 é também muito boa!
Abaixo a lista das faixas da C86 seguida de uma playlist da cassete
LADO A
1.       Primal Scream - "Velocity Girl"
2.       The Mighty Lemon Drops - "Happy Head"
3.       The Soup Dragons - "Pleasantly Surprised"
4.       The Wolfhounds - "Feeling So Strange Again"
5.       The Bodines - "Therese"
6.       Mighty Mighty - "Law"
7.       Stump - "Buffalo"
8.       Bogshed - "Run to the Temple"
9.       A Witness - "Sharpened Sticks"
10.   The Pastels - "Breaking Lines"
11.   Age of Chance - "From Now On, This Will Be Your God"
LADO B
1.       The Shop Assistants - "It's Up to You"
2.       Close Lobsters - "Firestation Towers"
3.       Miaow - "Sport Most Royal"
4.       Half Man Half Biscuit - "I Hate Nerys Hughes (From The Heart)"
5.       The Servants - "Transparent"
6.       The Mackenzies - "Big Jim (There's no pubs in Heaven)"
7.       Big Flame - "New Way (Quick Wash And Brush Up With Liberation Theology)"
8.       Fuzzbox - "Console Me"
9.       McCarthy - "Celestial City"
10.   The Shrubs - "Bullfighter's Bones"
11.   The Wedding Present - "This Boy Can Wait"


Abecedindie

Não sei por que, mas achei legal fazer um abecedário com bandas indie. Como o foco do Tumblr e do perfil do twitter é shoegaze e indie pop, coloquei bandas desse estilo.

E claro, MUITAS ficaram de fora, já que é só uma por letra.

Enfim, espero que gostem, e que seja útil para conhecer bandas que ainda não conheçam. 

PS1: Cada banda tem um link para uma música no Youtube para conhecerem melhor.

PS2: Não me lembrei de NENHUMA banda indie com a letra "Q". 

A-Air Formation

B- Belle & Sebastian

C- Camera Obscura

D- Depreciation Guild, The

E- Engineers

F- Friends

G- Grouplove

H- Howler

I- I'm From Barcelona

J- Jesus and Mary Chain

K- Kings of Convenience

L- Lush

M- My Bloody Valentine

N- National, The

O- Of Monsters and Men

P- Pains of Being Pure at Heart, The

Q- 

R- Ringo Deathstarr

S- Slowdive

T- Two Door Cinema Club

U- Unicorns, The

V- Vampire Weekend

W- Wye Oak

X- xx,The

Y- Yuck

Z- Zutons,The

Banda do Ano

Resolvi criar um post sobre a “Banda do Ano”. Antes de tudo vou explicar o que esse “título” significa. Não é que é a banda que mais vendeu discos, a banda mais tendência/hype, nem a banda que mais tocou no Letterman. É a banda que mostrou peso, conteúdo nos seus trabalhos e que firmou mais forças no cenário Indie.

Daí vocês podem me perguntar: "Poxa, mas daí você exlcui as bandas novas."

Sim, e não. Não, por que vou fazer logo mais um post sobre a “Revelação do Ano”. Acho que até semana que vem estará aqui.

Enfim, a banda que escolhi para esse título foi esta:

                                                 

Seja você fã da banda ou de indie rock, ou não, sabemos da importância que essa banda teve para chegarmos aonde chegamos com o cenário Indie.

Lá no começo da banda, 2002-2005, graças ao (praticamente finado, ao menos para usuários comuns, sem serem bandas) My Space, Alex, Jamie, Matt e , na época, Andy, despontaram com o single I Bet You Look Good on the Dancefloor.

A partir daí a banda foi ganhando espaço, mas sem fechar as portas abertas para as novas bandas, que foram se utilizando dos mesmos meios para ganhar notoriedade seja do público, seja das gravadoras.

Desde o sucesso com recorde de vendas em um lançamento para Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, e com a continuidade sonora com Favourite Worst Nightmare, onde em ambos, a banda possuía um som mais garagem, com levadas dançantes de indie rock, os Arctic Monkeys se firmavam no cenário até certo ponto “mainstream”, junto com Strokes, Franz Ferdinand e outros pioneiros.

Em 2009, com a produção de Josh Homme (Queens of the Stone Age), os Monkeys tiveram uma brusca mudança de estilo, trazendo um ar mais encorpado no som, mais denso, fugindo da levada dançante dos discos anteriores.As críticas foram tanto positivas, vendo um amadurecimento da banda, quanto negativa, para fãs do estilo anterior que só viam Cornerstone como uma das músicas que lembravam os antigos álbuns.Mas uma coisa foi unânime: para onde estariam caminhando os Arctic Monkeys?

A espera pela resposta durou até este ano, quando lançaram o novo álbum Suck It And See.

Após abrir portas para a cena indie, criar álbuns que foram tocados, comprados  baixados por muitos, chegando a recorde de vendas em lançamento, passando por busca de identidade com novo produtor (e renomado artista), eis que chega um dos álbuns do ano: o Suck It And See.

Este álbum traz belas composições como Reckless Serenade, Love is a Laserquest, e a homônima Suck it And See. Fora as B-Sides como Evil Twin muito bem compostas e que poderiam ser facilmente faixas do álbum.

E por isso tudo que uma banda de importância forte para o cenário indie, e que além de tudo citado, produziu um dos melhores álbuns do ano, e quiçá, o melhor de sua carreira toda, é que os Arctic Monkeys recebem o título de “Banda do Ano”.

Resenha: Belong (The Pains of Being Pure at Heart)

                                                  

Belong

Segundo LP da banda nova-iorquina The Pains of Being Pure at Heart (TPOBPAH), Belong  foi lançado  no final de Março deste ano. Mas com sua enorme qualidade, é ouvido por vários fãs da banda e do gênero desde Março até agora.

Ainda fazendo um nugaze de qualidade, graças ao saber dosar muito bem a “fofura” do dream pop  e do twee com as distorções e vocais ecoantes do shoegaze, Kip, Peggy, Alex, e o genial Kurt, trazem ao público um dos melhores álbuns de 2011.

Comparando com o LP anterior, o homônimo à banda, Belong traz um ar mais intimista e emocional tanto em suas letras quanto no ritmo. Dizer que são distintos e que Belong traça uma nova fase da banda é equivocado. Ambos os álbuns trazem faixas com mesmas temáticas: busca pelo amor e momentos de felicidade. Porém é evidente o ar mais emocional do segundo LP.

Algumas faixas de destaque:

  • ·         Heaven’s Gonna Happen Now: Fofa. De refrão que faz todos cantarem junto, e com um riff no meio e final da faixa ao maior estilo The Cure, Heaven’s Gonna Happen Now é com certeza uma das melhores faixas compostas pela banda desde o lançamento do primeiro EP.
  • ·         Heart In Yout Heartbreak: Já lançada como single em 2010, esta faixa traz um letra brilhantemente composta. Atenção para a pausa próxima ao final da música que depois retorna com tudo para o clima da música.  Bela composição.
  • ·         Strange: Faixa de maior contraste com as demais do álbum. Possui um ar mais shoegaze do que o nu gaze característico da banda. Mas sem deixar de lado o toque de dream pop. Fecha muito bem o álbum.

Os TPOBPAH chegaram a uma maior maturidade musical com o Belong, criando faixas com letras mais elaboradas e de proximidade com o ouvinte. As mudanças desde o lançamento do primeiro EP até agora mostram a evolução da banda, mas que nunca apresentou um som ruim. Daí um dos motivos de enorme aposta pela mídia fonográfica nesta banda para 2012.

Resenha: Father, Son, Holy Ghost (Girls)

                                                      

Father, Son, Holy Ghost

Não é pra menos que muitos estão colocando esse álbum em suas listas, sejam de blogs ou de compras.

Father, Son, Holy Ghost é um disco que trás ótimas letras e uma mistura bem orquestrada e dividia de estilos.  Com vocais, hora intimista, hora agitado, o band leader Christopher Owens consegue criar um álbum que poderia ser dividido em três partes:  o bom indie pop – como Honey Bunny e Alex; as longas e bem trabalhadas baladas – como Just a Song e Forgiveness ; e as “híbridas” – Die e Vomit.

Algumas faixas de destaque:

  •  Honey Bunny: baladinha indie pop com levadas iê-iê-iê misturadas a um clima intimista setentista no meio. A primeira faixa do álbum já vem para trazer o ouvinte para dentro do álbum.
  •  Die: Logo de cara distorções que se somam com um rufar de bateria e dão início a um riff de guitarras que vai evoluindo, e junto com os o vocal impulsivo de Christopher, coloca uma pista para dançar. Até quando a música se acalma e te prepara para a próxima faixa Saying I Love You.
  • Vomit: Na minha opinião, a melhor música do álbum. Uma música dinâmica que te faz viajar junto. Forte influência do progressivo, como Pink Floyd, é facilmente notável nessa faixa. Um começo calmo que vai ganhando força até chegar a seu ápice com os backing vocals psicodélicos que lembram muito os de The Great Gig in the Sky

Vale a pena ouvir este álbum, seja você fã ou não de Girls ou do gênero. Até por quê, possui muitas influências clássicas que com certeza você irá gostar.

(Ainda dá tempo de pedir de Amigo Secreto, hein?)