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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Discoteca Indie Shoe: The White Stripes - De Stijl (2000))




Estava eu escolhendo um disco para colocar aqui na sessão Discoteca Indie Shoe e achei interessante falar do De Stijl. Nisso lembrei que um amigo meu, o Bruno Carnovale (ex- @whitostripos e atualmente colunista do nosso parceiro Infinites Playlist) é praticamente um expert em White Stripes. Fiz o convite para que ele escrevesse e ele aceitou na hora!
Confira agora um pouco mais sobre esse disco incrível:


Por: Bruno Carnovale
O início da primeira década do século foi marcada por um movimento chamado 'Garage Rock Revival'. Várias bandas se destacaram, se tornando ídolos, mesmo tendo diferenças enormes dentro de seu próprio estilo, como o The Strokes e o Black Rebel Motorcycle Club. Mas, sem dúvidas, a banda que mais arrebatou a atenção do público musical foi a dupla americana The White Stripes.

Após se conhecerem numa lanchonete, John Anthony Gillis e Martha Megan White iniciaram o que seria um dos contos de fadas mais estranhos do mundo: Namoraram, casaram, John (que veio a adotar o apelido de Jack mais tarde) ensinou os compassos básicos da bateria a sua mulher, e decidiram gravar um CD, o homônimo 'White Stripes', de 1999. O nome da banda foi inspirado em uma famosa bala americana, conhecido por aqui como Fruitella.

Segundo o próprio Jack, o primeiro álbum foi considerado o mais cru possível, sendo 'direto ao ponto', sem rodeios desnecessários. Então o ano 2000 chegou, e com ele, o fim do relacionamento entre os dois. Mas sua banda manteve-se no auge, e lançaram então o que é, pessoalmente, o melhor disco deles: De Stijl. O disco foi todo gravado por fitas cassetes na sala de estar do apartamento de Jack, em Detroit, e soa um tanto mais requintado do que o primeiro álbum. Este lançamento dos Stripes foi intensamente inspirado no blues delta americano, tendo inclusive dois covers de cantores da época: 'Your Southern Can Is Mine', de Blind Willie McTell (um dos expoentes do violão de 12 cordas) e 'Death Letter', de Son House (o cantor preferido de Jack e a melhor música de todo o álbum). 

O disco mostra um duo potente, entrosado, com uma energia que se mostra agitada em algumas horas, como em "You're Pretty Good Looking (For a Girl)" e "Let's Build a Home", e também se mostra mais calma em alguns momentos ("Apple Blossom" e "Truth Doesn't Make a Noise").

Apesar de terem ganhado o mundo com seus sucessores, o De Stijl mostra um lado menos pop, e mais denso, intrínseco e em algumas horas, até sombrio, da dupla de Detroit.



domingo, 18 de março de 2012

Resenha: Show Black Cold Bottles @ Estúdio NiMBUS



Na noite dessa sexta-feira, no estúdio NiMBUS, localizado no bairro da Lapa em São Paulo, um som de qualidade ecoava pelas paredes com isolamentos acústicos do estúdio.

Com overdrive, phaser, e fuzz, as guitarras tintilavam e fritavam. Com um groove envolvente, o baixo dava nós na alma dos presentes, enquanto  a bateria injetava adrenalina pulsante, oras raivosa, ora sublime.
Eram os quatro integrantes da banda de som shoegaze, indie, blues rock, noise rock , e acima de tudo, bom, chamada Black Cold Bottles.




Com pouco mais de uma hora de duração, doze faixas tocadas – sendo uma delas um cover rearranjado de Transmission do Joy Division – a banda mostrou para o público que sabem mostrar rock n’ roll também ao vivo.

Com uma boa ordem de set list, a banda soube colocar as músicas mais intimistas no início do show, trazendo o público pra dentro do show, e aos poucos evoluindo colocando músicas mais agitadas e agressivas quando então o público já estava tomado pelo ambiente da Black Cold Bottles.

Poucas palavras e muito rock. Foi assim o show da BCB. Apresentaram muito bem o repertório que até então não era conhecido pelo EP (Confira aqui a resenha do EP ) que possui apenas 5 faixas. Músicas ão boas quanto as que apresentaram no compacto de estréia.


Que venha o LP!